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O presidente colombiano Juan Manuel Santos durante entrevista coletiva em Bogotá em 25 de junho

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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, renovou nesta segunda-feira sua cúpula militar, uma semana após a Human Rights Watch (HRW) denunciar que altos oficiais estão envolvidos em execuções ligadas ao conflito armado no país.

"As mudanças são procedimentos normais e necessários", disse Santos em entrevista coletiva ao anunciar a exoneração do general Jaime Alfonso Lasprilla, comandante do Exército Nacional da Colômbia, que será substituído pelo general Alberto Mejía Ferrero.

O presidente nomeou para o comando da Marinha Nacional o almirante Leonardo Santamaría, que ocupará o lugar do almirante Hernando Wills; e o general Carlos Bueno assumiu a chefia da Força Aérea, substituindo o general Guillermo León.

Santos manteve em seus cargos o Diretor da Polícia Nacional, general Rodolfo Palomino, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, almirante Henry Blain.

No dia 24 de junho, a HRW denunciou que vários militares de alta patente e ainda na ativa se envolveram em execuções "generalizadas e sistemáticas" de civis entre 2002 e 2008, no âmbito do conflito armado no país.

No relatório, intitulado "O papel dos comandantes de alto escalão em falsos positivos", a organização inclui evidências de que "muitos generais e coronéis" sabiam desses casos de civis que as Forças Armadas apresentavam como guerrilheiros mortos em combate para aumentar os números de insurgentes abatidos e receber prêmios e promoções.

Entre os citados está Lasprilla, que comandou uma brigada envolvida em execuções, segundo o relatório da ONG, baseado em dados da Procuradoria colombiana.

"Não há uma única investigação contra esses altos oficiais. Então, não venham apontá-los e lhes causar um dano enorme sem qualquer prova. Essa não é a forma de vigiar o respeito pelos direitos humanos", disse Santos por ocasião da denúncia da HRW.

Como ministro da Defesa entre 2006 e 2009, durante o governo de seu antecessor, Álvaro Uribe (2002-2010), Santos liderou uma intensa ofensiva contra as Farc, a principal e mais antiga guerrilha do país.

Segundo a HRW, a Procuradoria da Colômbia investiga ao menos 3.000 desses casos de falsos positivos. No entanto, embora centenas de soldados de baixa patente tenham sido condenados, poucos coronéis e nenhum general o foram.

AFP