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Foto tirada em 4 de abril de 2017 mostra hospital destruído em Khan Sheikhun após ataque químico

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Uma missão de pesquisa da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) concluiu que o gás sarin foi usado como arma química no ataque de 4 de abril à cidade síria de Khan Sheikhun, apontou um relatório secreto nesta quinta-feira.

As descobertas serão abordadas por um painel conjunto ONU-Opaq para determinar se as forças do governo sírio estão por trás do ataque.

"Baseados no seu trabalho, a missão de pesquisa está apta a concluir que um grande número de pessoas, algumas que morreram, foram expostas ao sarin ou a alguma substância como o sarin", disse o relatório, do qual a AFP obteve a acesso a algumas partes.

"O lançamento que causou essa exposição provavelmente foi iniciado no local onde agora há uma cratera na estrada", acrescentou.

"A conclusão da missão de pesquisa é que tal lançamento só pode ser determinado como o uso de sarin, como uma arma química".

Pelo menos 87 pessoas, incluindo muitas crianças, foram mortas no ataque que os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha atribuíram às forças do presidente Bashar al-Assad.

Como retaliação, os Estados Unidos lançaram um míssil de cruzeiro contra a base síria de onde acreditam ter saído as armas químicas para o ataque.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, disse em declaração que tem "a mais alta confiança no relatório da Opaq".

"Agora que sabemos a verdade inegável, olharemos à frente para uma investigação independente confirmar exatamente quem foi o responsável por esses ataques brutais. Assim, conseguiremos fazer justiça pelas vítimas", acrescentou.

O mecanismo de investigação conjunta Opaq-ONU já determinou que as forças do governo sírio foram responsáveis pelos ataques em três vilarejos com cloro em 2014 e 2015, e que o grupo Estado Islâmico usou gás mostarda em 2015.

AFP