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Jim Mattis, secretário de Defesa dos EUA, em foto de arquivo de 15 de agosto de 2017

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Afeganistão, Coreia do Norte, Rússia, Síria, etc. O secretário americano da Defesa Jim Mattis está nesta quarta-feira em Bruxelas para consultas com seus aliados da Otan e para uma reunião da coalizão anti-Estado Islâmico.

A visita ocorre quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viaja pela Ásia, em um contexto de tensões com a Coreia do Norte, após novos disparos de mísseis e um teste nuclear por Pyongyang.

A "ameaça global" do regime de Kim Jong-Un estará no centro do jantar de Mattis e seus 28 colegas da Aliança Atlântica esta noite na sede da organização em Bruxelas.

"Todos os Aliados concordam que devemos pressionar a Coreia do Norte por seu comportamento imprudente", disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

A Rússia, com quem as relações esfriaram em razão da crise ucraniana e do conflito sírio, e que é acusada de interferir em favor de Trump na campanha eleitoral americana, também está no menu.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, foi convidada ao jantar.

Na quinta-feira, os ministros da Defesa da Otan devem anunciar o reforço de sua missão no Afeganistão, "Resolute Support", como sinal de apoio à "nova estratégia" para este país anunciada por Trump.

- 16.000 soldados no Afeganistão -

A missão de assessoria e assistência ao exército afegão, que atualmente tem cerca de 13.000 soldados, deverá contar com "16.000 no próximo ano", segundo Stoltenberg.

Espera-se que os Estados Unidos contribuam com 2.800 soldados adicionais para a missão, e os Aliados e seus parceiros devem fornecer cerca de 700 soldados, de acordo com fontes diplomáticas.

Os Estados Unidos pediram à Otan o envio de "cerca de mil soldados". Esses reforços ajudarão especificamente as forças especiais e a Força Aérea do Afeganistão e fornecerão treinamento em academias militares, mas sem participar dos combates.

Depois de dezesseis anos de conflito e apesar de centenas de bilhões de dólares em ajuda internacional para estabilizar o país, os talibãs intensificaram os ataques ao exército, inclusive na capital Cabul.

Na quinta-feira à tarde, Jim Mattis vai se reunir com cerca de 60 ministros e representantes dos países da coalizão que combate o grupo extremista Estado Islâmico (EI), para fazer um balanço da campanha militar no Iraque e na Síria.

A queda de Mossul no Iraque e, mais recentemente, Raqa, a "capital" do grupo na Síria, abre o caminho para considerações sobre o período "pós-Estado Islâmico", indicou Mattis aos repórteres na sexta-feira.

Os ocidentais apoiam as negociações para encontrar uma saída para a guerra na Síria, organizada sob os auspícios da ONU em Genebra. Paralelamente, a Rússia e o Irã, partidários do regime de Bashar al-Assad, conduzem com a oposição negociações focadas em questões militares em Astana, no Cazaquistão.

O EI nunca esteve presente nessas discussões. A organização ultrarradical teve que se retirar para a província síria de Deir Ezzor, onde agora tenta defender seus últimos redutos.

"A maioria do território controlado pelo EI foi libertado", afirmou na terça-feira Stoltenberg. "Mas estamos conscientes de que isso não acaba com a luta contra o EI, porque é uma ameaça global (...) incluindo em nossas próprias ruas, onde organiza e inspira ataques", ressaltou.

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AFP