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Jeff Sessions

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O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, está em uma situação ainda mais insustentável, depois que o presidente Donald Trump voltou a atacá-lo, nesta terça-feira (25), acusando-o de ser "muito fraco" na investigação dos vazamentos à imprensa e no caso dos e-mails da ex-candidata Hillary Clinton.

Sessions, procurador-geral e um dos seguidores mais leais a Trump, tem sido alvo de críticas do presidente e de boatos sobre sua provável demissão.

O presidente criticou Sessions abertamente por ter-se recusado a fazer parte da investigação federal aberta para determinar se houve conluio entre a equipe de campanha de Trump e a Rússia, no intuito de interferir na eleição presidencial americana de 2016.

"O procurador-geral Jeff Sessions adotou uma posição muito fraca sobre os crimes de Hillary Clinton e sobre os informantes", tuitou Trump.

Pouco depois, a Casa Barnca antecipou que o futuro de Sessions está sobre a mesa.

"Em breve chegaremos a uma decisão", declarou a jornalista o novo diretor de comunicações, Anthony Scaramucci.

Diante da crescente pressão das investigações sobre o caso russo lideradas pelo ex-diretor do FBI Robert Mueller, Trump voltou a reviver a polêmica eleitoral sobre os e-mails de Hillary.

De acordo com Washington Post, a equipe de Trump busca se desfazer de Sessions como parte de uma estratégia para despedir Mueller e acabar com a investigação.

Sessions, no entanto, afirmou que pretende continuar no cargo. "Tenho a honra de servir como secretário de Justiça. É algo que supera qualquer aspiração que possa ter tido", afirmou na semana passada.

De acordo com o site Axios, Trump estaria avaliando substituir Sessions por outro aliado de longa data: o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani.

Mas Giuliani negou, considerando, inclusive, que Sessions fez o certo ao se retirar da investigação sobre a Rússia, segundo a rede CNN.

Na segunda-feira, Trump questionou no Twitter o por que de seu secretário de Justiça não estar investigando Hillary.

Além disso, a Casa Branca alegou na semana passada que os democratas estiveram em conluio com a Ucrânia durante a campanha de 2016, numa tentativa de contra-ataque.

Nesta terça-feira, Trump voltou a este tema: "Esforços da Ucrânia para sabotar a campanha Trump - 'trabalhando silenciosamente para impulsional Hillary Clinton'. Então, onde está a investigação F.G. (procurador-geral)?"

Sessions decidiu não participar de qualquer investigação do departamento de Justiça sobre a suposta ingerência da Rússia na campanha eleitoral americana de 2016 por pertencer à equipe de Trump e porque não conseguiu explicar diante do Senado os contatos que manteve com o embaixador russo em Washington.

Em uma entrevista ao jornal New York Times na semana passada, Trump disse que jamais teria nomeado Sessions se soubesse que ele se recusaria a investigar o caso.

O filho mais velho de Trump, seu genro e seus principais assessores são alvos da investigação conduzida por Mueller.

Jared Kushner, genro do presidente, foi interrogado na segunda-feira por uma comissão do Senado sobre seus vínculos com o então embaixador russo Sergei Kislyak, um banqueiro russo e uma advogada. Kushner negou qualquer conluio.

"Jared Kushner fez muito bem ontem ao provar que não foi conivente com os russos. Caça às bruxas. O próximo, Barron Trump, de 11 anos!", tuitou Trump nesta terça, referindo-se ao seu filho mais novo.

Em maio, Trump demitiu o diretor do FBI James Comey, então responsável pela investigação sobre a Rússia, e Mueller foi nomeado procurador especial para o caso.

AFP