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Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, em Washington, em 11 de outubro de 2017

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O secretário americano do Comércio, Wilbur Ross, manteve laços de negócios com uma empresa de transporte marítimo estreitamente ligada a um oligarca russo e a um genro de Vladimir Putin - aponta a análise do mais recente vazamento de documentos de paraísos fiscais.

Essa é uma das principais revelações dos chamados "Paradise Papers", novo trabalho do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) e veículos de comunicação associados, entre eles os jornais The New York Times, Le Monde e The Guardian.

Essas revelações se baseiam em um vazamento de documentos relacionados, entre outros, com o escritório internacional de advocacia instalado nas Bermudas Appleby, obtidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung.

Segundo o Times, o secretário de Comércio de Donald Trump reduziu sua participação pessoal nessa empresa, a Navigator Holdings, ao tomar posse em fevereiro, mas ainda controla 31% de seu capital, por meio de empresas offshore.

Um dos principais clientes da Navigator Holdings é a companhia russa de gás e produtos petroquímicos Sibur, que aportou 26 milhões de dólares a seu volume de negócios em 2016, escreve o jornal francês Le Monde.

Entre os proprietários da Sibur estão Guennadi Timtchenko, um oligarca ligado ao presidente russo, Vladimir Putin, sancionado pelo Tesouro americano, após a invasão da Crimeia por parte de Moscou, e Kiril Chamalov, casado com a filha mais nova de Putin.

"O secretário Ross não participou da decisão da Navigator de fazer negócios com a Sibur", que, "nessa época, não havia sido sancionado, como tampouco foi agora", reagiu o Departamento de Comércio, em um comunicado enviado à AFP.

A nota afirma que o secretário "nunca se reuniu com os acionistas de Sibur mencionados" e que Ross respeita as normas éticas do governo.

Ao ser designado para ocupar o Departamento de Comércio, em janeiro, Wilbur Ross estabeleceu com o Escritório Federal de Ética do governo uma lista de sócios comerciais que pretendia conservar, mas não detalhou as participações que ele mesmo havia conservado, acrescenta o New York Times.

Desde seu início, a gestão do presidente Donald Trump se vê assombrado pelo "caso russo", sobre as suspeitas de conluio de membros de sua equipe de campanha com Moscou.

Appleby, que se apresenta como "um dos maiores escritórios de advocacia offshore", anunciou no final de outubro que esperava a divulgação de informações financeiras relacionadas com algumas das pessoas mais ricas do planeta, após um "incidente" informático.

Como admitiu, o ICIJ, que esteve na origem do escândalo dos "Panama Papers", pediu-lhe informações recentemente.

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AFP