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O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, em Cancún, em 19 de junho de 2017

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As sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos a autoridades da Venezuela têm sido "extremamente positivas", considerou nesta sexta-feira o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o uruguaio Luis Almagro.

"As ações adotadas pelo governo americano serviram para construir e aumentar a pressão sobre o regime. As sanções aplicadas contra o vice-presidente têm sido extremamente positivas", considerou o diplomata uruguaio.

Na semana passada, a Casa Branca ameaçou com "ações econômicas fortes e rápidas", se o governo da Venezuela avançar com a sua proposta de realizar uma Assembleia Nacional Constituinte.

Durante uma conferência no Atlantic Council em Washington, Almagro minimizou o possível impacto humanitário que poderia ter um bloqueio ao petróleo da Venezuela.

Em sua opinião, os recursos da venda do petróleo "estão indo para comprar vontades, para comprar o material repressivo."

Almagro sugeriu, porém, que a prioridade deve ser a continuação de "sanções específicas" contra autoridades específicas que lideram a "estrutura de comando" que ordena a repressão de protestos

No entanto, no mesmo painel, o economista venezuelano Francisco Rodríguez advertiu que um bloqueio ao petróleo teria um efeito devastador não só para o governo, para todo o país.

"Cerca de 95% das exportações da Venezuela é de petróleo. Com esse dinheiro, compra-se tudo. Temo que um bloqueio trasnforme uma crise humanitária em uma catástrofe humanitária", disse Rodriguez, analista do fundo de investimento Torino Capital.

AFP