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O secretário-geral da ONU, António Guterres, em Nova York, em 18 de setembro de 2017

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Os abusos sexuais cometidos por funcionários civis ou militares da ONU em missões de paz são "inaceitáveis", afirmou o secretário-geral do organismo, António Guterres, que destacou a importância de ouvir as vítimas.

O ex-alto comissário da ONU para os refugiados, que assumiu o comando da ONU em janeiro, afirmou em uma reunião sobre o tema, ocorrida nesta segunda-feira à margem da Assembleia Geral, que o objetivo é estabelecer normas para eliminar este tipo de abuso.

Os abusos sexuais não apenas acabam com a reputação dos capacetes azuis, como também concernem à equipe administrativa da ONU, indicou Gueterres.

Mas também defendeu a grande maioria dos capacetes azuis, um "grupo extraordinário" que "salva vidas", por vezes correndo o risco de perder a própria.

Guterres lembrou do relatório que apresentou no início do ano, e seus quatro pontos principais: que escutem as vítimas, acabem com a impunidade, criem uma rede de apoio e sensibilizem a comunidade internacional.

"Resta muito a fazer", mas "cada vítima merece justiça e nosso pleno apoio", insistiu o secretário-geral.

O presidente em exercício da Assembleia Geral da ONU, o ministro eslovaco das Relações Exteriores, Miroslav Lajcak, destacou que as condenações verbais "não bastam". "Precisamos de ações", disse.

Uma coalizão de ONGs batizada de "Campanha Código Azul", com sede em Nova York, denunciou na quarta-feira um "simulacro de investigação" da ONU na República Centro-Africana, após consultar 14 dossiês de acusações contra capacetes azuis de nove países por abusos sexuais.

Segundo esta coalizão, nenhum acusado foi condenado e, em oito casos, as vítimas nem sequer foram interrogadas pelos investigadores.

A missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca) prometeu na sexta-feira "examinar" estas acusações.

Há mais de uma década, uma série de abusos sexuais, muitas vezes de menores de idade, mancharam a reputação das operações internacionais de manutenção da paz.

Na República Centro-Africana, militares franceses foram acusados por atos que datam de 2014.

Outras missões na República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Somália, no Sudão e Haiti foram objeto de acusações de abusos sexuais nestes últimos anos.

No Afeganistão foi aberta uma investigação em 2012 contra dois militares britânicos suspeitos de agredir sexualmente crianças afegãs.

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AFP