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Capitólio dos Estados Unidos, em Washington DC, em 19 de janeiro de 2017

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O Senado dos Estados Unidos vai votar, nesta quinta-feira (19), o lançamento da grande reforma fiscal almejada pela maioria republicana e pelo presidente Donald Trump, que inclui uma gigantesca redução dos impostos.

Após o fracasso da revogação da lei de cobertura de saúde de Barack Obama, a aprovação desta histórica reforma antes do fim do ano é a principal prioridade do líder republicano no Congresso.

Politicamente explosiva, a reforma deve acontecer em várias etapas.

Os 100 senadores vão preparar o terreno votando, nesta quinta, uma resolução que estabelece as grandes linhas do orçamento de 2018.

Essa resolução autoriza um procedimento mais delicado, chamado de "reconciliação", para votar a reforma fiscal nos próximos meses, com uma cláusula crucial: os senadores precisam apenas de uma maioria de 51 votos para aprovar a lei fiscal, em vez dos 60 geralmente requeridos no Senado.

Como os republicanos têm 52 assentos, não vão precisar do voto de nenhum democrata, salvo em caso de baixas em sua bancada.

As grandes linhas da reforma são uma redução dos impostos às empresas de 35% a 20%, menor taxação da renda da maioria dos contribuintes e o fim de diversas deduções fiscais, em nome de uma simplificação.

Segundo o Tax Policy Center, o 1% de contribuintes mais ricos teriam um aumento de 8,5% de sua renda líquida em 2018, enquanto o lucro seria muito mais limitado (entre 0,5% e 1,2%) para os 95% com renda mais baixa.

A reforma custaria, ao todo, 2,4 trilhões de dólares na primeira década de sua aplicação, segundo os mesmos especialistas, o que levanta a questão de como financiá-la. Os republicanos afirmam que ela estimulará o crescimento econômico, e isso vai compensar as perdas em receita fiscal.

Já os democratas denunciam vigorosamente uma queda dos impostos que, segundo eles, vai beneficiar os mais abastados.

"Há uma distância enorme entre discurso e realidade da reforma fiscal de Trump", afirmou o senador democrata Ron Wyden.

Alguns conservadores também estão preocupados com a queda da arrecadação, apontando que poderia ampliar o déficit público.

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AFP