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(Arquivos) O então senador brasileiro Aloysio Nunes, no dia 18 de junho de 2015

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O senador Aloysio Nunes, candidado a vice-presidente na chapa de Aécio Neves nas eleições presidenciais de 2014, foi nomeado nesta quinta-feira ministro das Relações Exteriores do governo de Michel Temer.

Aloysio Nunes, 71 anos, substituirá José Serra, também do PSDB, que renunciou no dia 22 de fevereiro por problemas de saúde.

"O presidente da República designou esta tarde o senador Aloysio Nunes Ferreira, de São Paulo, para a direção do Ministério das Relações Exteriores", informou o porta-voz Alexandre Parola.

Nunes, líder da maioria do governo no Senado desde o impeachment de Dilma Rousseff, "tem uma larga trajetória de compromisso com as causas da diplomacia brasileira".

Deputado, vice-governador de São Paulo e ministro da Justiça do presidente Fernando Henrique Cardoso, Aloysio Nunes integrou a chapa "puro-sangue" com Aécio Neves derrotada por Dilma e Temer, seu então vice.

Nunes estudou direito em São Paulo e realizou cursos de pós-graduação em Economia Política e Ciências Políticas nas Universidades de Paris VIII e Paris I, respectivamente durante seu exílio na França, de 1968 a 1979.

"Devido a suas ações contra a ditadura militar, foi obrigado a abandonar o Brasil", recorda seu site.

Aloysio Nunes foi membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), do qual se separou seguindo o grupo liderado por Carlos Marighella, uma das principais figuras da guerrilha latino-americana e fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN).

Em entrevista concedida em julho de 2014 à revista Carta Capital (https://www.cartacapital.com.br/politica/o-passado-de-aloysio-nunes-8807.html), Aloysio Nunes evoca sua participação, em agosto de 1968, no assalto ao trem de transporte de valores Santos-Jundiaí, uma das ações de maior repercussão dos grupos armados que combatiam o regime militar.

"Não diria que sinto orgulho, mas sempre agi de acordo com as coisas que considero corretas. Foi o que fiz na época. A experiência demonstrou que estava equivocado, não apenas pelo fracasso desta forma de luta, mas também porque ela não foi encarada de uma perspectiva democrática".

No dia 9 de novembro passado, quando Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, Aloysio Nunes disse no Twitter que o magnata era "o pior, mais descontrolado e mais exacerbado" do Partido Republicano, mas que era preciso esperar para ver seu comportamento como presidente.

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AFP