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Senador colombiano envolvido na prisão de Uribe afirma ter recebido ameaças de morte

O senador colombiano Ivan Cepeda durante entrevista à AFP, 3 de outubro de 2019 em Bogotá afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. agosto 2020 - 21:35
(AFP)

O senador colombiano de esquerda Iván Cepeda, vítima no processo judicial que levou à prisão domiciliar do ex-presidente Álvaro Uribe, denunciou nesta sexta-feira (14) "sérias" ameaças de morte contra ele e seus próximos.

"No dia de hoje, envio à Procuradoria um ofício em que anexo mensagens ameaçadoras que chegaram de diversas vias nas quais ataca-se e fazem-se muito sérias advertências contra minha família, contra meus advogados, meus colaboradores e contra mim com claras mensagens de morte", declarou o senador de oposição em vídeo publicado em seu site.

Cepeda revelou em comunicado que os "assédios aumentaram a partir do momento que foi publicada a decisão da Suprema Corte de Justiça (CSJ)" de ordenar em 4 de agosto a prisão preventiva do ex-presidente Uribe (2002-2010).

"Peço à Procuradoria Geral da Nação que investigue quem são os autores destas mensagens e qual seu alcance", continuou Cepeda.

Uribe, de 68 anos, está isolado em sua fazenda no norte da Colômbia, onde espera uma eventual convocação para ser julgado pela Suprema Corte.

O ex-mandatário, mentor do atual presidente colombiano Iván Duque, acabou envolvido em uma reviravolta inesperada da justiça.

Em 2012, Uribe apresentou uma denúncia contra o senador Cepeda por envolvimento em um suposto complô baseado em testemunhos falsos contra o ex-presidente.

Mas a Suprema Corte absteve-se de condenar Cepeda e, pelo contrário, decidiu abrir em 2018 uma investigação contra Uribe sob as mesmas suspeitas: manipular testemunhos contra um opositor.

Uribe teria tentado difamar Cepeda -um de seus maiores adversários políticos- com a acusação de que o senador de esquerda havia contactado ex-paramilitares presos para que envolvessem o ex-presidente em atividades criminosas.

Respaldado pelo presidente Duque, Uribe sempre alegou inocência e conta com um sólido apoio popular, após implementar uma política linha-dura contra as guerrilhas na Colômbia enquanto esteve no poder.

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