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O senador americano Robert Menendez de New Jersey fala durante coletiva de imprensa no Capitólio, em Washington, DC, no dia 28 de janeiro de 2013

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Um inusitado processo por corrupção foi aberto nesta quarta-feira (6) contra o senador democrata americano Robert Menendez, em risco de ser preso por este caso, que, por sua vez, pode ter importantes consequências políticas no país.

Menendez, de 63 anos e senador por New Jersey, é acusado por autoridades federais de ter usado o seu poder para defender os interesses do seu amigo Salomon Melgen, oftalmologista e empresário na Flórida, em troca de presentes e doações políticas.

A Justiça tem ao menos 14 acusações contra o democrata, correspondentes ao período entre 2006 e 2013.

Menendez fez uso de benefícios que incluiriam inúmeros voos privados de forma gratuita, o empréstimo de uma casa na República Dominicana, três noites em um luxuoso hotel Park Hyatt Paris-Vendôme, jantares, e partidas de golfe, além de mais de 750.000 dólares em doações de campanha.

Em troca, de acordo com a acusação, o senador ajudou a Melgen para que a sua companhia de controle de mercadorias fechasse um contrato com a alfândega da República Dominicana, interveio para que namoradas brasileiras, dominicanas e ucranianas do médico conseguissem vistos americanos, além de colaborar para solucionar um litígio com o ministério da Saúde.

O processo busca provar que as ajudas obtidas do senador têm a ver com atos de corrupção, e não somente pela relação de amizade entre os envolvidos.

"Nunca desonrei minha função", declarou o senador, antigo presidente da comissão de Assuntos Exteriores, ao chegar nesta quarta-feira (6) ao tribunal federal de Newark, perto de Nova York.

O processo pode durar alguns meses, de acordo com o site Politico.

Caso o senador Menendez seja condenado, a pressão política para que renuncie será enorme. A última condenação por corrupção de um senador em exercício ocorreu em 1981 contra outro democrata de Nova Jersey, Harrison Williams, que acabou renunciando ao cargo após ser ameaçado de expulsão por seus colegas.

Em caso de demissão ou expulsão, caberá ao governador de Nova Jersey nomear um substituto, porque o Congresso não tem um sistema de suplentes. O atual governador, que estará no cargo até janeiro, é o republicano Chris Christie, que provavelmente elegeria um membro do seu partido, fazendo os democratas perderem espaço.

A atual distribuição no Senado é de 52 representantes republicanos e 48 democratas.

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AFP