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(Arquivo) O presidente filipino, Rodrigo Duterte

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Um senador opositor filipino pediu nesta terça-feira que o Tribunal Penal Internacional (TPI) atue com urgência diante das milhares de mortes provocadas pela guerra contra as drogas do presidente Rodrigo Duterte.

"É urgente realizar um exame preliminar", fase anterior à abertura de uma investigação, afirmou o senador Antonio Trillanes, expressando sua esperança de que "a situação não se deteriore".

Trillanes é um dos opositores mais duros ao governo de Dutarte e tem denunciado com frequência o que considera "uma massacre sistemático e generalizado" realizado por Duterte.

O senador, acompanhado por outro parlamentar opositor, Gary Alejano, apresentou nesta terça-feira na sede do TPI um dossiê de 45 páginas sobre a guerra sangrenta contra o crime organizado.

Um relatório anterior, apresentado pelo advogado filipino Jude Sabio, estimava em 8.000 o número de vítimas. Desde então, "os assassinatos continuam", disse Trillanes à AFP ao deixar o TPI.

Rodrigo Duterte foi eleito presidente em maio de 2016 com um programa de medidas excepcionais contra o tráfico de drogas. À sua guerra impiedosa, somou-se recentemente um levante islamita no sul do país, o que levou a instauração em 23 de maio da lei marcial na região de Mindanao.

"A ameaça da expansão da lei marcial é muito real", disse o senador Trillanes. "Duterte usa todos os tipos de pretextos para aplicar medidas draconianas no país".

Em outubro de 2016, a procuradora-geral do TPI, Fatou Bensouda, declarou estar "muito preocupada com as alegações" de violações em massa dos direitos humanos nas Filipinas.

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