Encarregados de julgar o presidente Donald Trump a partir da próxima terça-feira, os senadores americanos prestam juramento, nesta quinta (16), diante do presidente da Suprema Corte Suprema, que estará à frente do histórico processo de impeachment do atual inquilino da Casa Branca.

A acusação contra Trump, o terceiro presidente em exercício a ser submetido a um julgamento político na história dos Estados Unidos, foi oficialmente transmitida ao Senado na quarta-feira (15).

O presidente americano deverá enfrentar duas acusações - abuso de poder e obstrução ao Congresso - pelas supostas pressões para convencer a Ucrânia a abrir uma investigação sobre o democrata Joe Biden, seu potencial rival nas eleições de novembro.

Após acusarem o presidente formalmente, em 18 de dezembro, na Câmara, os congressistas aprovaram ontem a transferência para o Senado da ata de acusações. Sete representantes foram nomeados para atuarem como promotores no julgamento contra o presidente.

Em uma cerimônia solene na quarta-feira, a líder democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, assinou a ata de acusação.

"Hoje entramos na história", declarou. "Este presidente precisa assumir sua responsabilidade", completou, acrescentando que "ninguém está acima da lei".

Na sequência, os sete legisladores democratas designados para liderar a acusação contra Trump atravessaram os corredores do Congresso para levar a ata de acusações para o Senado, uma formalidade que ressalta a gravidade do momento.

- "Experiência jurídica" -

O líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, anunciou que a leitura formal dos artigos da acusação na Câmara Alta será ao meio-dia desta quinta (14h em Brasília).

Depois disso, o presidente da Suprema Corte, John Roberts, que presidirá o julgamento político, fará os senadores jurarem "fazer justiça de maneira imparcial".

"Mas o julgamento começará de verdade na terça-feira", disse McConnell, um fiel defensor de Trump.

"Este é um momento difícil para o nosso país, mas este é, justamente, o tipo de momento para o qual os redatores criaram o Senado", afirmou o líder republicano, em referência aos autores da Constituição dos Estados Unidos.

Segundo um funcionário de alto escalão do governo Trump, o processo não deve durar mais de duas semanas, um tempo que permitirá ao presidente voltar a se dedicar, em breve, à campanha de reeleição.

Nesse intervalo, os senadores vão assistir às audiências, sem sair da sala e mantendo grande silêncio. Em caso de perguntas para as partes, estas deverão ser feitas por escrito a Roberts, que as lerá em voz alta.

O líder da acusação será o legislador democrata Adam Schiff. Presidente do Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes, este congressista de 59 anos foi quem liderou as investigações sobre o caso ucraniano.

Na equipe de acusação, também estará o presidente do Comitê Judiciário, Jerry Nadler, outro inimigo político de Trump. E, refletindo a diversidade do partido, haverá três mulheres: duas negras e uma hispânica.

Pelosi explicou que os sete membros da equipe foram escolhidos por sua "experiência jurídica". São procuradores, um advogado e uma ex-chefe de polícia.

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