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O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, durante coletiva em Barcelona, em 20 de agosto de 2017

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O governo independentista da Catalunha assegurou nesta segunda-feira ter preparada sua própria agência fiscal ante uma possível separação do resto da Espanha, lançando sua campanha para promover um referendo de autodeterminação em 1º de outubro, apesar da proibição pela Justiça espanhola.

O presidente regional, Carles Puigdemont, e seu vice-presidente, Oriol Junqueras, apresentaram em Barcelona a Agência Tributária da Catalunha, pequeno organismo reforçado nos últimos meses visando uma hipotética secessão.

"Hoje colocamos as estruturas necessárias para que a Catalunha esteja preparada para fazer possível a vontade expressada pelos catalães no referendo de 1º de outubro", disse Puigdemont em coletiva.

À noite, também foi divulgado um anúncio de 10 segundos na televisão pública assinado pela Generalitat, o Executivo. "Terá a capacidade de decidir, e irá renunciar?", pergunta uma voz, enquanto a câmera avança lentamente em uma via férrea onde se cruzam dois trilhos.

Puigdemont também publicou em seu Twitter um vídeo em que o Nobel da Paz argentino Adolfo Pérez Esquivel mostra o seu apoio à causa. "Todo povo tem o direito a sua autodeterminação, a sua soberania, a sua identidade", diz.

Na quarta-feira, espera-se que os independentistas, maioria no Parlamento regional catalão, aprovem uma lei para regular o referendo, que a seguir será convocado de imediato pelo governo regional.

De Madri, o Executivo de Mariano Rajoy está decidido a impedi-lo, e tem pronto um arsenal jurídico, que pode chegar à suspensão de Puigdemont e de outros dirigentes separatistas.

Rajoy disse que responderá "com tranquilidade e firmeza", e tachou a lei para permitir a realização do referendo de "calote à democracia".

A estratégia do governo "nem parará o referendo, nem ajudará a resolver" a situação, declarou Puigdemont em encontro com a imprensa internacional.

"Apesar das ameaças, querelas e causas judiciais, seguimos em frente e não vamos retroceder agora que estamos quase no fim", acrescentou, sem explicar como pensa em se esquivar da proibição judicial.

Faltando pouco menos de um mês para a consulta, uma das grandes perguntas é como o governo catalão fará para instalar urnas, diante das ameaças de sanções a todo funcionário ou empresa que participar da consulta.

A prefeita de Barcelona, Ada Colau, se disse disposta a "facilitar que coloquem as urnas", mas sem "por em perigo" os funcionários municipais, juridicamente falando.

Segundo uma pesquisa da SocioMétrica para o jornal digital El Español, publicado neste fim de semana, 50,1% dos catalães atualmente apoiam se separar do resto da Espanha, e 45,7% são contra.

Em julho, uma pesquisa encomendada pelo governo regional indicava que 49,4% dos catalães eram contrários e 41,06%, favoráveis.

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AFP