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Servidores públicos protestam contra medidas de austeridade na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, em 1º de fevereiro de 2017

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A Polícia Militar e o Batalhão de Choque atiraram gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para conter a manifestação dos servidores públicos e de agentes policiais contra as medidas de austeridade com as quais o governo estadual tenta evitar a falência.

O Centro do Rio de Janeiro se tornou palco de uma batalha campal desde o início do protesto, por volta das 13 horas.

Com o rosto coberto e fortemente equipados, os policiais jogaram gás contra centenas de manifestantes concentrados do lado de fora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A maioria protestava de forma pacífica, mas imagens de televisão mostraram um grupo tentando pular a cerca que protegia a entrada do edifício, onde os deputados estaduais discutiam as medidas.

A violência explodiu quando grupos de jovens encapuzados queimaram lixeiras, atearam fogo a um ônibus que estava sem passageiros e atacaram policiais. Os agentes responderam com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Os confrontos duraram até o fim da tarde.

A multidão corria assustada com as constantes explosões. Muitas lojas fecharam as portas, enquanto as ruas - normalmente bastante movimentadas nesse horário - foram se esvaziando.

Entre os manifestantes, havia agentes policiais que não recebem seus salários completos há meses, funcionários da Saúde e do Sistema Judiciário, além de aposentados.

"Não recebemos nosso pagamento de horas extras desde julho, incluindo o trabalho que fizemos durante os Jogos Olímpicos", reclamava Letícia, uma policial que pediu para não revelar seu sobrenome por medo de represálias.

"Ainda aguardamos nosso último salário do ano passado e de janeiro", denunciou.

Entre as medidas estudadas pelo Legislativo, está um aumento de 11% para 14% da contribuição para a Previdência Social, assim como cortes de funcionários e a privatização da Cedae.

AFP