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A forte alta dos preços da moradia na Grã-Bretanha, em parte alimentada pelos investidores estrangeiros, que consideram o setor imobiliário britânico um refúgio para seu dinheiro, provocou, nos últimos tempos, o temor de uma bolha imobiliária

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O setor imobiliário londrino pode ter se convertido no destino do dinheiro sujo do mundo inteiro, afirmou nesta sexta-feira o jornal Financial Times, depois de identificar que foram investidos mais de 150 bilhões de euros neste setor na Grã-Bretanha, procedentes de paraísos fiscais.

Esta descoberta, resultante das análises dos registros de imóveis, mostra que cerca de dois terços das 91.248 empresas estrangeiras proprietárias de bens imóveis na Inglaterra e Gales possuem bens na grande Londres.

A mesma proporção destas empresas são propriedade de estruturas baseadas em paraísos fiscais no exterior, em particular nas Ilhas Virgens e nas ilhas anglo-normandas (Jersey, Guernesey), afirma o jornal econômico.

A forte alta dos preços da moradia na Grã-Bretanha, em parte alimentada pelos investidores estrangeiros, que consideram o setor imobiliário britânico um refúgio para seu dinheiro, provocou, nos últimos tempos, o temor de uma bolha imobiliária.

Os preços da moradia aumentaram 26% em Londres em um ano, enquanto que no conjunto do país subiram 11,5%, anunciou o Nationwide, o maior financista do Reino Unido.

Em Londres, onde o preço médio de uma residência fica em 480.000 libras (590.000 euros), 70% dos apartamentos novos no centro da cidade foram vendidos a estrangeiros, assim como 50% dos apartamentos de mais de um milhão de libras, segundo a imobiliária Savills.

Para acalmar esse entusiasmo dos estrangeiros que ameaça transformar os imóveis em refúgios vazios para seus investimentos, o ministro das Finanças George Osborne anunciou a introdução, a partir de abril de 2015, de um imposto sobre a mais-valia para os não residentes.

AFP