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Brazil's Energy Minister Fernando Coelho Filho, ministro da Energia, é clicado após leilão de campos de petróleo da ANP

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O início de uma série de leilões de blocos de petróleo no Brasil superou todas as expectativas ao arrecadar mais de 1 bilhão de dólares e deu fôlego a um setor muito atingido pela crise e pelos escândalos de corrupção.

O leilão desta quarta-feira (27) no Rio de Janeiro gerou compradores para apenas 37 dos 287 blocos de exploração. Contudo, o resultado inexpressivo foi compensado por uma aliança entre a Petrobras e a Exxon Mobil.

O desfecho foi uma venda de 1,2 bilhão de dólares - frente à estimativa de cerca de 157 milhões de dólares do diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone.

"Isso mostra que, com o aperfeiçoamento do ambiente de negócios no setor de óleo e gás, empresas estrangeiras já estão voltando a analisar o Brasil como alternativa", disse à AFP o ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho.

No maior negócio único, Petrobras e Exxon Mobil abocanharam um bloco na bacia de Campos - à beira do pré-sal - pelo valor recorde de 2,24 bilhões de reais.

Isso beneficia o governo do presidente Michel Temer, já que esses leilões foram apenas uma prévia, antes de os campos do pré-sal irem para o prego.

O objetivo é, por meio da privatização de estatais e, sobretudo, da abertura de políticas protecionistas no setor petroleiro, o Brasil possa atrair investidores estrangeiros e se recuperar dos danos da crise.

- Pré-sal na mira -

O governo almeja realizar novas rodadas de leilões, nos quais espera arrecadar até 80 bilhões de dólares até o fim de 2019.

As gigantes petroleiras, como Petrobras e Exxon Mobil, se preparam para a próxima rodada, em 27 de outubro, com os campos profundos do pré-sal.

As áreas do pré-sal estão entre as mais ricas do mundo, embora sejam necessárias capacidades técnicas especiais para perfurar em condições tão inóspitas.

Vinte e cinco empresas demonstraram interesse nos oito blocos de pré-sal oferecidos, disse o ministro de Minas e Energia neste mês.

Victor Martins, ex-diretor da ANP, disse à AFP que o prego desta quarta-feira "demonstra que os próximos leilões vão ser muito disputados".

Os leilões são, simultaneamente, uma oportunidade para o restabelecimento financeiro da Petrobras e um banquete para gigantes globais que querem um pedaço das gigantescas reservas brasileiras - de difícil acesso.

"É um momento bastante interessante para a indústria. O governo anunciou um calendário prévio de leilões com vista aos próximos dois anos. Isso dá regularidade e previsibilidade para o planejamento de diversas empresas", disse Glauco Paiva, da Shell.

Um fator que mina o entusiasmo, contudo, é o risco de se deparar com obstáculos criados pela regulamentação ambiental.

Martins aponta que as questões ambientais são o principal fator afastando investidores. Segundo ele, vários dos blocos que tiveram dificuldade de encontrar compradores nesta quarta-feira são alvo de processos judiciais.

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AFP