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(27 set) O presidente do Equador, Rafael Correa

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Líderes de partidos e movimentos de esquerda da América deliberam a partir desta segunda-feira, em Quito, com o objetivo de delinear uma estratégia regional conjunta para evitar que a direita retome o poder em vários países através de planos desestabilizadores.

"O grande desafio dos governos progressistas e revolucionários de nossa América é construir uma estratégia regional (...) que tenha a força e a solidez suficientes para frear a restauração conservadora que pretende retomar o poder", disse o vice-presidente equatoriano, Jorge Glas, ao inaugurar o segundo Encontro Latino-Americano Progressista.

O presidente do Equador, o socialista Rafael Correa, alerta permanentemente sobre planos desestabilizadores na América Latina promovidos pelo que denomina restauração conservadora, em alusão às forças de oposição que se opõem à esquerda governante na região.

Setores de direita "buscam desestabilizar os governos progressistas da região porque não podem fazê-lo pela via democrática", acrescentou Glas no encontro de três dias, no qual participam delegados de 60 organizações de América, Europa, Ásia e África.

Glas manifestou que a direita mundial está bem organizada, tem recursos e opera das formas "mais inusitadas e mais violentas", razão pela qual "é imperativo que nos organizemos, que entremos em acordo, que atuemos unidos como um punho".

Sustentou que se fortaleceu a presença dos movimentos progressistas e que "se conseguirmos estar organizados" será possível neutralizar a estrutura da restauração conservadora global.

A reunião de esquerdas, que contará com intervenções de Álvaro García, vice-presidente boliviano, e José Ramón Balaguer, do Partido Comunista de Cuba, ocorre pelo segundo ano consecutivo por iniciativa do movimento equatoriano Alianza País, liderado por Correa, no poder desde 2007 e que impulsiona o chamado socialismo do século XXI.

Correa, que participa da Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas em Nova York, fechará o encontro de esquerda com uma conferência na quarta-feira.

AFP