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Shinzo Abe

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O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que venceu com folga as eleições legislativas antecipadas deste domingo (22), é um estrategista em política interna e, no exterior, um diplomata prudente e pragmático, que tenta conquistar ao mesmo tempo a simpatia de Donald Trump e de Vladimir Putin.

Abe, de 63 anos, voltou ao poder encarnando a imagem de salvador em dezembro de 2012, após o período de luto atravessado pelo Executivo de centro-esquerda, entre 2009 e 2012, marcado pelo terremoto e tsunami de março de 2011, causadores do desastre nuclear de Fukushima.

Desde então, mantém-se no poder e seu partido venceu claramente todas as eleições, com exceção da renovação da Assembleia de Tóquio, conquistada em julho pela governadora da capital, Yuriko Koike, que acaba de criar um partido de oposição para as legislativas.

Pela segunda vez em cinco anos, Abe decidiu dissolver a Câmara baixa do Parlamento para ouvir os cidadãos, segundo ele próprio.

Costuma se valer de seus bons resultados econômicos e de sua estratégia de revitalização econômica, conhecida como "abenomics", mas também tenta aprovar leis que se apresentam como essenciais nos setores da segurança e defesa, por exemplo.

Este foi o caso da ampliação das prerrogativas no exterior das forças japonesas de autodefesa em 2015, ou sobre o texto do crime de conspiração, apresentado como necessário para a luta antiterrorista.

A oposição nas ruas não conseguiu parar a esmagadora maioria de Abe no Parlamento.

- Adaptar-se -

A cada eleição, Abe lança um novo slogan de campanha que tenta seduzir o grande público. Para estas legislativas antecipadas, o político japonês, casado e sem filhos, propôs ensino escolar gratuito às crianças.

Abe construiu sua reputação mantendo-se firme em relação à Coreia do Norte. E este conservador também disse que quer um Japão capaz de se defender militarmente sem carregar indefinidamente o peso do arrependimento diante da China ou Coreia do Sul, dois países ocupados pelas tropas imperiais japonesas.

Por outro lado, Abe adapta-se a todas as mudanças na Presidência americana. Ele foi o primeiro líder internacional a viajar para Nova York para se encontrar com Donald Trump imediatamente após sua eleição para a Casa Branca em novembro de 2016.

Ao mesmo tempo, tenta não ofender o presidente russo, Vladimir Putin, com quem gostaria de resolver a disputa sobre as Ilhas Kuril (chamadas "Territórios do Norte" pelos japoneses), anexadas pela União Soviética depois da Segunda Guerra Mundial.

- Três gerações -

Shinzo Abe é o terceiro de uma linha sucessória de líderes políticos. Seu avô Nobusuke Kishi foi ministro durante a Segunda Guerra Mundial. Suspeito de crimes de guerra, ele foi preso, mas nunca chegou a ser julgado pelo Tribunal de Tóquio.

Ele foi então primeiro-ministro e assinou em 1960 com o presidente americano Dwight Eisenhower um tratado de segurança e cooperação que é hoje a base da estreita aliança entre os dois países.

Seu pai, Shintaro Abe, tornou-se ministro das Relações Exteriores. Após a sua morte em 1993, o filho se sentou no parlamento.

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AFP