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(Arquivo) A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini

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Todos os países que aprovaram o acordo sobre o programa nuclear iraniano acreditam que o mesmo está sendo respeitado, apesar dos apelos dos Estados Unidos para que o mesmo seja renegociado, declarou nesta quarta-feira a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini.

"Todos concordamos em que todas as partes estão cumprindo com seus compromissos", disse Mogherini a jornalistas na ONU, após os países signatários - Irã, Estados Unidos, China, Rússia, França, Grã-Bretanha e Alemanha - celebrarem uma reunião em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.

Na opinião de Mogherini, "não é necessário renegociar partes do acordo porque se refere a um programa nuclear e, neste sentido, está funcionando".

Mogherini recordou que a comunidade internacional já está preocupada com as ameaças nucleares da Coreia do Norte e que seria perigoso abrir outra frente de conflito. "Já temos uma potencial crise nuclear e não precisamos iniciar outra".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera que o acordo - firmado por seu antecessor, Barack Obama - não funciona e o qualificou de "vergonhoso" na véspera, ao discursar na Assembleia Geral da ONU.

Nesta quarta-feira, o secretário americano de Estado, Rex Tillerson, se encontrou com o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, também na ONU, para discutir o acordo nuclear.

Após a reunião bilateral, Tillerson declarou aos jornalistas que os Estados Unidos continuam tendo "problemas significativos" em relação ao acordo nuclear com o Irã.

"Foi uma boa oportunidade para nos reunirmos, apertar as mãos. O tom foi muito concreto. Não houve gritos, não lançamos sapatos um no outro", disse Tillerson após o encontro. "Não houve um tom raivoso. Foi uma troca muito, muito concreta sobre como vemos este acordo de modo muito diferente".

O presidente francês, Emmanuel Macron, avaliou nesta quarta que o acordo firmado em 2015 já não é suficiente diante da "evolução regional" e da "crescente pressão que o Irã exerce na região".

Há dois dias, Washington e Teerã trocam acusações sobre o acordo, que garante a natureza civil do programa nuclear iraniano em troca do levantamento de sanções que sufocam a economia iraniana.

O presidente do Irã, Hassan Rohani, advertiu nesta quarta-feira, diante da Assembleia Geral, que seu país reagirá com determinação a qualquer violação do acordo assinado em 2015.

"Será uma grande lástima se este acordo for destruído por párias recém-chegados ao mundo da política. O mundo perderia uma grande oportunidade", ressaltou o líder iraniano, lembrando que o acordo "é o resultado de dois anos de intensas negociações multilaterais".

Rohani afirmou que seu país não será "o primeiro" a violar o acordo, "mas responderá com determinação sua violação por qualquer das partes".

A continuidade desses histórico acordo, elaborado para impedir o Irã de se dotar de arma atômica, se tornou um dos temas centrais da 72ª Assembleia Geral da ONU.

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AFP