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O presidente equatoriano, Rafael Correa, em Bruxelas, no dia 11 de junho de 2015

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A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) aproveitou a visita do papa Francisco ao Equador para denunciar a "violação sistemática" da liberdade de expressão pelo governo do presidente Rafael Correa.

"O presidente Rafael Correa implementou uma mordaça contra tudo que se distancia da 'verdade oficial'", afirmou a SIP numa mensagem ao papa, que iniciou no país uma viagem de sete dias na América do Sul.

"Temos a esperança de que suas palavras possam induzir mudanças na política oficial de censura praticada pelo governo do Equador ou, ao menos, aliviar o sofrimento daqueles que não podem gozar plenamente do seu direito irrenunciável à expressão", afirmou a organização que reúne donos e diretores de jornais do continente.

Correa impôs "uma cultura do medo" graças à utilização de propaganda como arma e a Lei de Comunicação como instrumento de censura", completou a SIP, com sede em Miami, nos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, o papa Francisco reuniu mais de 800 mil fiéis numa missa campal em Guayaquil, e voltará à capital Quito para se reunir com o presidente Correa, entre outras atividades.

A SIP vem criticando há anos a "deterioração" da liberdade de expressão no Equador, enquanto Correa taxa a organização de pertencer ao setor mais "retrógrado" da oligarquia.

AFP