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O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro

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A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), uma entidade que promove a liberdade de imprensa no continente, condenou nesta sexta-feira a decisão da Venezuela de fechar dois canais de televisão colombianos.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Roberto Rock, disse que os canais estrangeiros foram expulsos "devido a sua cobertura da incessante deterioração que observa a situação política e social na Venezuela".

"Exigimos do governo venezuelano que reverta o quanto antes esta tendência de atropelo contra a mídia nacional e internacional e que deixe de exibir ao mundo de forma obscura uma ditadura que despreza a liberdade de imprensa e o pluralismo democrático", acrescentou.

A Caracol TV - uma das principais emissoras privadas da Colômbia - e a RCN foram retiradas do ar na Venezuela por ordem do governo de Nicolás Maduro.

A emissora Caracol denunciou que seu sinal foi suspenso na noite de quarta-feira em meio às tensões políticas pela proteção dada por Bogotá à ex-procuradora e chavista dissidente Luisa Ortega.

Horas depois, a RCN informou que seu sinal internacional foi retirado de todos os operadores de TV a cabo venezuelanos.

Maduro havia denunciado há alguns dias uma "campanha terrível" da Colômbia contra seu governo e acusou diretamente meios de comunicação como a Caracol e os jornais El Tiempo e El Espectador.

Em 2014, o canal colombiano de notícias NTN24 também foi tirado do ar pelo organismo.

Organizações de imprensa na Venezuela repudiaram a decisão de Maduro de tirar do ar a emissora Caracol, considerando a ação um atentado à liberdade de expressão e informação.

A Associação da Imprensa Estrangeira (APEX, em espanhol) também lamentou a decisão. "O fechamento de um meio de comunicação e de uma janela de informação vai contra as liberdades consagradas em princípios e textos aceitos por organizações e tratados internacionais dos quais a Venezuela faz parte", destacou.

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AFP