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(Arquivo) Foto tirada em 1º de novembro de 2015 e cedida pelo Departamento de Defesa dos EUA/Agência de Defesa de Mísseis mostra o THAAD sendo lançado de base localizada na Ilha Wake, no oceano Pacífico

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Um polêmico escudo antimísseis americanos, cuja instalação enfureceu a China, já está operacional na Coreia do Sul, informou nesta segunda-feira um alto funcionário americano da Defesa.

O Sistema de defesa THAAD "está em funcionamento e tem a capacidade para interceptar mísseis da Coreia do Norte e para defender a República da Coreia do Sul", confirmou o coronel Rob Manning, porta-voz das forças americanas na Coreia do Sul.

Washington e Seul tinham acordado em julho a instalação do escudo antimísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), após uma sequência de testes com mísseis por parte da Coreia do Norte.

"Ele (o sistema) alcançou sua capacidade inicial de interceptação", disse o funcionário à AFP sob condição de ter sua identidade preservada.

Esta capacidade inicial seria aumentada no fim deste ano, com a chegada de outros componentes, afirmaram funcionários.

O montagem do sistema THAAD na Coreia do Sul irritou a China, pois esta teme que o equipamento fragilize sua própria capacidade em mísseis balísticos e alega que altera o equilíbrio da segurança regional.

Instalado em um artigo campo de golfe no condado de Seongju (sul), o THAAD está projetado para interceptar e destruir mísseis balísticos de curto e médio alcance em sua fase final de voo.

Pequim impôs uma série de medidas consideradas como represálias econômicas contra a Coreia do Sul pela montagem do sistema, incluindo a proibição de grupos turísticos.

O conglomerado varejista Lotte, que anteriormente era proprietário do campo de golfe, também foi alvo, com o fechamento de 85 de suas 99 lojas na China, enquanto a maior fabricante de automóveis da Coreia do Sul, a Hyundai Motor, informou que suas vendas na China caíram bruscamente.

A ativação do THAAD ocorre enquanto a tensão se eleva na península coreana, após uma série de lançamentos de mísseis por parte da Coreia do Norte e das advertências do governo americano de Donald Trump de que a ação militar é uma "opção sobre a mesa".

Entretanto, segundo os especialistas, esta única bateria THAAD não é suficiente para proteger todo o território da Coreia do Sul, seriam necessárias duas ou três para chegar a esse objetivo.

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