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(Arquivo) A ministra do Interior da Áustria, Johanna Mikl-Leitner

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O site do antigo campo de concentração nazista de Mauthausen, na Áustria, foi provisoriamente retirado do ar nesta sexta-feira, 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, após sofrer um ataque com imagens de pornografia infantil, disseram autoridades.

A ministra do Interior austríaca, Johanna Mikl-Leitner, lamentou um "ato criminoso doentio".

"O ministério do Interior está ajudando o operador privado do site (...) para reativar a página o mais rápido possível. Ao mesmo tempo, há uma investigação em andamento", acrescentou.

Mauthausen foi palco em 5 de maio da comemoração de sua libertação. Dezenas de milhares de pessoas morreram em condições terríveis para abastecer a economia de guerra e a megalomania do Terceiro Reich.

O granito extraído da pedreira de Mauthausen foi usado para construir estradas, edifícios públicos e os próprios campos de concentração.

Mauthausen era destinado aos "inimigos políticos incorrigíveis" dos nazistas. Pelo menos metade dos 200.000 prisioneiros que passaram pelo acampamento morreram.

Havia muitos prisioneiros de guerra, especialmente soviéticos e poloneses, mas também membros da resistência, criminosos comuns, homossexuais e judeus.

Empresas locais e alemãs utilizavam os prisioneiros como escravos, tornando este sistema macabro em uma das empresas mais rentáveis ​​para o regime.

Milhares de homens morreram por esgotamento ou assassinados por guardas quando já não produziam.

AFP