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Situação na França é 'crítica', alerta presidente do conselho científico sobre covid-19

O presidente francês, Emmanuel Macron, fala à imprensa após presidir reunião com equipe médica do hospital René Dubos, em Pontoise, Val d'Oise, em 23 de outubro de 2020, em meio à nova onda de infecções no país por covid-19 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. outubro 2020 - 15:13
(AFP)

A situação do coronavírus é "crítica", afirmou nesta segunda-feira (26) o presidente do conselho científico que assessora o governo francês, Jean-François Delfraissy, depois que a França registrou um recorde de casos.

"Nós previmos essa segunda onda, mas nós mesmos estamos surpreendidos com a brutalidade do que aconteceu nos últimos 10 dias", declarou Delfraissy, em uma entrevista com a rádio RTL.

"A segunda onda será provavelmente mais forte que a primeira" e "muitos de nossos concidadãos ainda não se conscientizaram sobre o que nos espera", acrescentou o presidente deste conselho criado há alguns meses para assessorar o governo durante a pandemia.

A França, que já registra mais de 34.000 mortes por covid desde o início do ano, bateu o recorde de casos no domingo com 52.000 casos positivos em 24 horas e mais de 2.500 pacientes em terapia intensiva (UTI).

Para conter esta segunda onda, Delfraissy pediu ao governo para estender o toque de recolher noturno atualmente vigente a partir de 21h00 em dois terços do país e não descartou um novo confinamento.

Este novo confinamento "pode ser de menor duração" do que o primeiro, que durou de março a maio, continuou o médico.

Na semana passada, o presidente Emmanuel Macron disse que ainda era "cedo demais" para decidir impor "confinamentos locais ou mais amplos" e destacou que teria uma "visão mais clara do impacto das medidas tomadas" na metade desta semana.

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