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Smartwatches são expostos no Centro de Convenções de Las Vegas, no dia 7 de janeiro de 2014

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Smartwatches e computadores serão as estrelas deste ano no salão IFA em Berlim, a gala europeia dos eletrônicos, apresentados com novos designs e novas funcionalidades.

O IFA, aberto ao público de 4 a 9 de setembro, espera receber mais de 240.000 visitantes, o que faz dele o maior salão mundial de tecnologias para o público em geral, à frente do CES de Los Angeles, segundo o diretor do evento, Jens Heithecker.

Com a calmaria dos smartphones, os relógios inteligentes se apresentam como "a tendência mais interessante" do salão berlinense, explicou Ian Fogg, analista da consultoria especializada IHS.

Os smartwatches e outros gadgets para usar "estão no ponto de conquistar nossas vidas cotidianas", é o que estima Hans-Joachim Kamp, da federação alemã do setor (GFU), na abertura dos dois dias destinados à imprensa.

Os smartwatches estão se reiventando nesta temporada. Os fabricantes estão abandonando o mostrador retangular, com ares de gadget, para retomar os desenhos tradicionais da relojoaria. Esta foi a escolha da chinesa Huawei, que iniciou nesta quarta-feira as vendas do primeiro relógio inteligente da marca, um dos primeiros a se sincronizar tanto com aparelhos Android quanto com iPhones.

A Samsung, pioneira dos smartwatches, deve apresentar nesta quinta-feira um relógio Gear S2 com uma tela circular, unindo-se aos concorrentes LG e Motorola. Os novos mostradores destes dois grupos também devem aderir a este design.

A Sony apresentou nesta quarta-feira seu novo relógio compatível com carteiras digitais, tanto da Apple quanto do Android, que permite realizar pagamentos apenas utilizando configurações da pulseira digital.

- Casa conectada -

Os relógios apostam numa tendência mais ampla: a dos objetos conectados, que estarão presentes entre os 1.600 expositores do salão.

"A IFA mostra tradicionalmente todo tipo de produto eletro-eletrônico e todos aparecem conectados (...) É realmente o endereço da casa conectada", observou Annette Zimmermann, analista da consultoria Gartner. A Siemens já apresentou seu primeiro refrigerador conectado, que comunica seu conteúdo, ou sua máquina de lavar roupas regulada por meio de smartphones ou tablets.

"Os computadores também ganharão fôlego com a chegada do Windows 10", num momento em que o mercado de computadores pessoais está em crise, garante a analista.

A Microsoft acaba de lançar seu novo sistema operacional, que deve permitir ao usuário pilotar seu computador tanto com o mouse quanto pela tela. A gigante norte-americana deve apresentar seu carro-chefe nesta sexta-feira no IFA.

Os televisores também tentarão abocanhar sua fatia do bolo: o formato de alta resolução 4K está tendo problemas para se impor, mas será apoiado pela chegada dos primeiros leitores compatíveis com Blu-Ray Ultra HD.

- Menos smartphones -

"O IFA dá um impulso importante ao mercado" de eletrônicos para o público em geral, concluiu Hans-Joachim Kamp.

Um papel tão importante quanto o período do Natal, que representa nesta ano a oportunidade de compensar um primeiro semestre fraco em vendas na Alemanha. Sem os efeitos da Copa do Mundo como em 2014, as vendas recuaram 2,5% em um ano - fazendo 12,4 bilhões de euros.

Berlim "virou um grande salão para os telefones celulares nos últimos anos", lembrou Fogg. Mas por causa de uma "anomalia no timing dos lançamentos este ano, haverá provavelmente menos aparelhos revelados" nesta categoria, acrescentou.

A coreana Samsung já apresentou em agosto dois novos aparelhos smartphones de tela grande da linha Galaxy Note. A americana Motorola lançou no final de julho um smartphone popular e dois novos modelos premium.

"Eles tentaram criar um pouco mais de espaço para seus produtos para não ficar completamente à sombra da Apple", que revelará suas novidades no próximo 9 de setembro na Califórnia - no último dia do IFA, adiantou Zimmermann.

A Sony aproveitou a ocasião do IFA para revelar o último filho de sua linha de smartphones Xperia, o Z5, que conta com uma câmera melhor e uma bateria que dura até dois dias.

Conhecida por seus telefones fixos, a Gigaset apresentou uma primeira linha de smartphones, que será lançada na Europa e na China ainda este ano.

AFP