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(Arquivo) A China, principal parceiro econômico de Pyongyang, anunciou nesta segunda-feira a suspensão das importações de ferro, chumbo, minérios dos dois metais e produtos do mar procedentes da Coreia do Norte, em aplicação às sanções decididas pelo Conselho de Segurança da ONU

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Principal parceiro econômico de Pyongyang, a China anunciou nesta segunda-feira (14) a suspensão das importações de ferro, chumbo e frutos do mar procedentes da Coreia do Norte, aplicando as sanções estabelecidas pela ONU e atendendo à forte pressão dos Estados Unidos.

Aplicável a partir de terça-feira, essa suspensão se refere a "todas as importações de carvão, ferro, minério de ferro, minério de chumbo e de animais marinhos e produtos do mar", anunciou o Ministério chinês do Comércio em um comunicado.

As sanções, propostas pelo governo dos Estados Unidos, foram uma resposta aos lançamentos de dois mísseis intercontinentais norte-coreanos no mês passado, os quais poderiam alcançar o território americano, de acordo com Pyongyang.

"Trata-se de uma aplicação da resolução da ONU 2371", completa o comunicado.

Em 6 de agosto, o Conselho de Segurança da ONU aprovou novas sanções contra Pyongyang, medidas que podem custar 1 bilhão de dólares por ano ao regime norte-coreano.

A China é fundamental para que as sanções tenham efeito. No ano passado, mais de 92% das exportações norte-coreanas foram destinadas ao gigante asiático.

Após a votação do Conselho de Segurança, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, afirmou que o país aplicaria a "nova resolução em 100%".

Essa é uma forma de intensificar a pressão sobre a Coreia do Norte, em meio a uma escalada verbal entre seu líder, Kim Jong-un, e o presidente americano, Donald Trump, que prometeu "fogo e fúria" a Pyongyang, sem descartar uma eventual intervenção militar.

- Pequim deve 'fazer mais' -

Em paralelo à retórica incendiária, Trump destacou, na quinta-feira passada, a necessidade de a China "fazer mais (pressão)" sobre a Coreia do Norte e manifestou seu temor de que as novas medidas tenham "efeito limitado", caso não sejam aplicadas.

A China acredita, por sua vez, que esteja dando provas de boa vontade no tema: o país já havia interrompido, em meados de fevereiro, suas importações de carvão norte-coreano, em decorrência de sanções prévias da ONU.

A decisão afetou uma das principais fontes de receita norte-coreanas. Em 2016, a China respondia por 22,5 milhões de toneladas de carvão, a 1,19 bilhão de dólares.

Com isso, o total das importações chinesas provenientes da Coreia do Norte caiu 13,2% em um ano sobre o conjunto do primeiro semestre de 2017, segundo autoridades da China.

No mesmo período, porém, as exportações da China para Pyongyang aumentaram 29%, e Pequim continua a adquirir outros produtos.

Em junho desse ano, a China importou 46,7 milhões de dólares em peixes e crustáceos norte-coreanos. As compras chinesas de minério de ferro do vizinho chegaram a 13,4 milhões de dólares em maio, de acordo com a aduana.

- Moratória -

A China, que se mantém à margem da escalada verbal entre EUA e Coreia do Norte, defende uma solução "pelo diálogo" para essa situação.

Mesmo assim, ela propõe uma "moratória" dupla: por um lado, a interrupção imediata dos testes nucleares e balísticos norte-coreanos e, por outro, o fim das manobras militares conjuntas entre Estados Unidos e Coreia do Sul.

"Todas as partes envolvidas devem assumir suas responsabilidades (...) e, seguindo a recomendação de uma 'dupla suspensão', dar ponto final a esse círculo vicioso da situação atual", insistiu novamente nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying.

Ainda assim, ele destacou a necessidade de uma retomada das negociações "a seis", interrompidas em 2009, da qual participavam as duas Coreias, Japão, Rússia, China e Estados Unidos.

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AFP