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(Arquivo) Marion Maréchal-Le Pen (FN) em Paris em 29 abril de 2017

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Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha da candidata de extrema direita à Presidência francesa e figura importante de seu partido (Frente Nacional), decidiu se afastar temporariamente da vida pública - revela uma carta que será publicada nesta quarta-feira (10) pela imprensa local.

Uma dos dois únicos deputados da Frente Nacional na Assembleia Nacional, Marion anuncia que "sai um tempo" da política, "esperando trabalhar" no "mundo empresarial". Ela disse também quer quer "dedicar mais tempo" à sua vida familiar.

Com isso, a sobrinha de Marine Le Pen abre mão de se candidatar a um novo mandato como deputada pouco antes da realização das próximas eleições legislativas, em 11 e em 18 de junho.

A neta de Jean-Marie Le Pen, fundador da FN, garante que "não renuncia definitivamente à luta política".

"Nunca poderei ficar indiferente ao sofrimento dos meus compatriotas", declarou.

Vários políticos do partido disseram à AFP que um "terremoto" está para acontecer, já que muitos viam nela alguém que poderia atrair o eleitorado da direita tradicional para a FN.

Na noite da derrota de Marine, no domingo (7), Marion Maréchal-Le Pen admitiu sua "decepção" e pediu uma "reflexão" sobre a estratégia de sua tia.

A postura de Marine Le Pen no debate transmitido pela televisão entre os dois turnos eleitorais foi criticada no partido. Alguns correligionários chegaram a pôr sua legitimidade em xeque, decepcionados com o resultado das urnas. Ainda assim, lembra-se, a candidata conseguiu convencer dez milhões de eleitores no segundo turno - um recorde.

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