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Um soldado americano foi morto na Somália durante uma operação conjunta com as forças somalis contra os rebeldes shebab

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Um soldado americano foi morto nesta quinta-feira na Somália durante uma operação conjunta com as forças somalis contra os rebeldes shebab, informou nesta sexta-feira em um comunicado o comando dos Estados Unidos para a África (Africom).

A operação era conduzida contra os insurgentes islamitas shebab perto de Barii, cerca de 60 km a oeste da capital Mogadíscio, de acordo com a mesma fonte.

O soldado foi morto "por um tiro enquanto conduzia uma missão de aconselhamento e assistência junto ao exército nacional da Somália", indicou à AFP Robyn M. Mack, porta-voz do Africom.

Outros dois soldados foram feridos no mesmo incidente e receberam assistência médica, acrescentou a porta-voz.

O ataque aconteceu durante a madrugada desta sexta-feira, quando dois helicópteros que transportam uma dúzia de membros das forças especiais somalis e americanas sobrevoavam uma região entre Barii e Awdhegle.

Também houve baixas entre as tropas shebab. Ao menos seis guerrilheiros foram mortos, disse à AFP Abdirisak Farah, um oficial militar somali em uma vila próxima.

Em meados de abril, os Estados Unidos anunciaram o destacamento de "algumas dezenas de soldados" na Somália, a pedido de Mogadíscio, para ajudar as forças de segurança locais na luta contra os rebeldes shebab.

Em 3 de outubro de 1993, em uma operação especial para capturar líderes da guerrilha somali, dois helicópteros Black Hawk foram derrubados e 18 soldados foram mortos, alguns nas mãos da turba, um fato que chocou a opinião pública americana.

Este trágico episódio foi levado para o cinema pelo cineasta britânico Ridley Scott.

Os Estados Unidos já haviam implantado forças especiais na Somália, onde estão principalmente encarregadas de treinar o exército local.

No final de março, a administração do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou os poderes dos militares americanos para realizar bombardeios contra os shebab, afiliados à rede jihadista Al-Qaeda na Somália.

Em 2016, os militares americanos realizaram cerca de quinze bombardeios com drones contra os shebab, de acordo com estatísticas do Bureau of Investigative Journalism, uma ONG britânica que compila dados a partir dos bombardeios de drones americanos.

Estes abateram entre 223 e 311 pessoas, a maioria rebeldes, de acordo com estas estatísticas.

Os shebab prometeram destruir o governo central da Somália, apoiado pela comunidade internacional e por 22.000 efetivos da força da União Africana na Somália (Amisom), implantada em 2007.

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