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(Arquivo) O norte-irlandês Ciaran Maxwell

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Um homem que havia se infiltrado em um corpo de elite das Forças Armadas britânicas e que desviou armas a dissidentes norte-irlandeses foi condenado nesta segunda-feira a 18 anos de prisão por terrorismo pelo tribunal de Old Bailey, em Londres.

Ciaran Maxwell, de 31 anos, originário da Irlanda do Norte, se declarou culpado de preparar atos terroristas entre janeiro de 2011 e agosto de 2016.

Quando foi preso, em 24 de agosto de 2016, pela unidade de combate ao terrorismo (SO15) da polícia britânica, esse membro dos Royal Marines, corpo de fuzileiros navais, estava destacado em Somerset (sudoeste da Inglaterra).

Foi condenado por ter fabricado bombas e armazenado armas e materiais explosivos na Inglaterra e na Irlanda do Norte. Maxwell também dispunha de uniformes e uma identificação da polícia norte-irlandesa.

Durante o julgamento, os investigadores revelaram que o homem, pai de uma criança, planejava atacar delegacias de polícia e oficiais.

Sua prisão aconteceu após a descoberta de dois esconderijos de armas na Irlanda do Norte, onde foguetes caseiros e duas minas foram encontrados. Uma análise de DNA ajudou a identificá-lo.

Uma responsável da polícia da Irlanda do Norte, Gillian Kearney, explicou que ele havia usado o seu conhecimento militar para montar e fabricar algumas das armas encontradas. Ela chamou a infiltração no exército britânico de um ato "terrorista" republicano "muito incomum", "provavelmente o primeiro caso nos últimos anos".

Ciaran Maxwell negou ter se alistado na Royal Marines em 2010 com a intenção de se infiltrar no corpo, e afirmou que fingiu apoio aos dissidentes republicanos por medo de represálias contra ele e sua família.

O inquérito revelou que ele cresceu em um ambiente católico na comuna de Larne, e aos 16 anos sofreu uma fratura no crânio após ser vítima de um ataque ligado às tensões interreligiosas e políticas na província britânica.

Os acordos de paz de 1998 encerraram três décadas de violência entre os republicanos e partidários da coroa britânica, que deixou 3.500 mortos na Irlanda do Norte.

AFP