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Imagem da Nasa de março de 2017

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Uma nave espacial não tripulada da Nasa em órbita ao redor de Júpiter detectou enormes furacões nos polos, revelando surpreendentes detalhes sobre o maior planeta do Sistema Solar, informaram pesquisadores nesta quinta-feira.

Um comunicado da Nasa descreveu o planeta como "um mundo complexo, gigantesco e turbulento" que é muito diferente do que pensavam os cientistas.

Dois artigos na revista Science e 44 na Geophysical Research Letters descrevem um tesouro de descobrimentos desde que Juno começou a orbitar Júpiter em julho do ano passado.

"Sabíamos que Júpiter nos faria algumas surpresas", disse Scott Bolton, pesquisador principal de Juno do Southwest Research Institute em San Antonio, Texas. "Há tantas coisas acontecendo que não esperávamos ter que dar um passo atrás e repensar Júpiter como algo completamente novo".

Observando-se os polos do planeta, foi verificado que eles estão cobertos com dezenas de tempestades densamente agrupadas, possivelmente deixando cair granizo ou neve.

As imagens dos polos, nunca antes vistAs, "mostram as massas brilhantes de forma oval que são significativamente diferentes do que se podia observar nos polos de Saturno", detalhou um dos estudos da revista Science.

Esses óvalos são enormes tempestades, algumas das quais medem até 1.400 quilômetros de diâmetro.

Agora são necessários mais estudos para entender melhor a natureza das tempestades de Júpiter, e por que o planeta atua dessa maneira.

A sonda Juno foi lançada em 2011 e fez sua primeira volta em Júpiter em 27 de agosto de 2016. A missão está programada para terminar em fevereiro de 2018, quando se autodestruirá ao mergulhar na atmosfera do planeta.

O projeto, com um investimento de 1,1 bilhão de dólares, tem como objetivo observar por baixo das nuvens de Júpiter pela primeira vez para saber mais sobre a atmosfera do planeta e quanta água contém.

Em 11 de julho "voaremos diretamente sobre um dos locais mais emblemáticos de todo o Sistema Solar: a Grande Mancha Vermelha de Júpiter", anunciou Bolton. "Se alguém vai chegar ao fundo do que está acontecendo por baixo dessas gigantescas nuvens carmesim, é Juno e seus penetrantes instrumentos científicos".

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