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O CEO do Spotify, Daniel Ek, participa de uma entrevista coletiva em Nova York

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O Spotify, número um mundial da música por streaming, anunciou nesta quarta-feira que se lançará no mercado de vídeo e conteúdos originais, com o objetivo de expandir suas fronteiras para além do campo musical.

A empresa sueca anunciou em Nova York que está adaptando sua plataforma para acomodar vídeos e que, em breve, oferecerá notícias e outros conteúdos não-musicais fornecidos por grandes grupos de mídia, alguns deles exclusivamente.

O fundador e CEO da empresa, Daniel Ek, explicou que a Spotify está respondendo ao papel cada vez mais dominante dos smartphones na vida moderna.

Embora o foco da empresa continue sendo a música, o objetivo é dissuadir os usuários de abrir outros aplicativos para ler notícias ou assistir vídeos, segundo Ek.

A ideia nasceu "quando compreendemos que temos a incrível oportunidade de colocar uma trilha sonora para todo o dia, e toda a vida, em toda a sua complexidade", afirmou o pioneiro de 32 anos.

Ek explicou ainda que o Spotify - serviço por assinatura que permite ouvir música online e organizar listas por temas - se associou a grandes empresas de mídia, incluindo Vice e BBC.

A empresa, então, fornecerá podcasts e outras produções de seus parceiros da imprensa, mas também procurará fornecer conteúdo original.

O grupo também quer trabalhar com serviços personalizados, como adaptar as sugestões musicais de acordo com a velocidade de um corredor.

Esta função esportiva foi concebida pelo DJ holandês Tiesto, que explicou na coletiva de imprensa que muitos de seus fãs fazem exercícios ouvindo música.

Ek acrescentou que esta nova plataforma estará disponível imediatamente nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha e Suécia, e que vai continuar se desenvolvendo no decorrer das próximas semanas nos outros 54 países onde o serviço está disponível.

- Torção -

Ek explicou que esta nova personalização do Spotify é uma resposta às mudanças no comportamento do consumidor: agora os usuários descobrem a música na internet - muitas vezes com base nas sugestões de serviços por streaming - e não mais enquanto estão em uma loja de discos.

Se gabando do papel de sua empresa neste processo, Ek disse que os usuários do Spotify descobrem novos artistas 2 bilhões de vezes por mês.

"Está acontecendo uma mudança profunda na música e isso é algo que não poderíamos prever quando fundamos a empresa" há oito anos, disse Ek na cerimônia de lançamento da sua nova proposta.

Segundo o executivo, o mundo da música "está enfrentando sua maior reviravolta desde que começou a gravar o som".

Mas sua utilidade tem sido alvo de controvérsia para alguns artistas. O caso mais famoso foi o da cantora pop Taylor Swift, que deixou o Spotify em novembro do ano passado alegando que o serviço de streaming de não compensava os criadores de forma adequada.

A islandesa Bjork também se recusou a colocar seu mais recente álbum, "Vulnicultura" nos portais de música online citando as mesmas razões.

Mesmo assim, apesar de seu rápido crescimento, a Spotify não foi capaz de transformar seus investimentos em lucros. Em documentos deste mês, a empresa informou que seu prejuízo líquido triplicou para 182 milhões de dólares em 2014.

Ek agora espera que a atualização do Spotify ofereça mais oportunidades para a publicidade direcionada e parcerias com empresas.

No final de 2014, o Spotify alegou ter 60 milhões de assinantes. Mas três quartos deles optam pelo serviço gratuito, uma opção que tem a desvantagem de não salvar playlists e que também não agrada muito a indústria da música.

Spotify responde que tem todas as patentes para fornecer o conteúdo que oferece, ao contrário de plataformas como o YouTube - e que até agora pagou 2 bilhões de dólares aos artistas.

Mas a empresa também enfrenta crescente concorrência: o rapper Jay-Z lançou recentemente o Tidal, uma plataforma de serviços de streaming de vídeo e de áudio em alta definição (HD).

Também espera-se que a Apple anuncie em breve um serviço de música por streaming, enquanto os rivais já estão no mercado como Deezer, Rhapsody e Google Play.

AFP