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A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay

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O Sri Lanka não concederá vistos aos enviados das Nações Unidas encarregados de investigar os crimes do Exército e da guerrilha tâmil cometidos entre 2002 e 2009, últimos anos do conflito, anunciou nesta terça-feira o presidente do país.

"Não os autorizaremos a entrar no país", declarou Mahinda Rajapakse, que se opôs de forma sistemática à ingerência da ONU nos assuntos da ilha.

Em março, o Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou uma resolução que autoriza "uma investigação exaustiva sobre as acusações de abusos e violações de direitos humanos (...) cometidos pelas duas partes no Sri Lanka" entre os anos 2002 e 2009.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, encarregou para a investigação o ex-presidente finlandês e prêmio Nobel da Paz Martti Ahtisaari, a neozelandesa Silvia Cartwright, que julgou ex-dirigentes do Khmer Vermelho, e a militante paquistanesa dos direitos humanos Asma Jahangir.

Segundo os cálculos da ONU, o conflito entre a guerrilha tâmil e o exército durou de 1972 a 2009 e deixou 100.000 mortos.

Em 2011, especialistas da ONU acusaram o governo de Colombo de ter deixado "dezenas de milhares de mortos" na ofensiva final do exército contra os Tigres de Libertação do Eelam Tamul (LTTE), também acusados de violar os direitos humanos.

"Não a aceitaremos (a comissão de investigação). Somos contra, mas caso se trate de outras agências da ONU, seguimos dispostos a cooperar plenamente", acrescentou o presidente em sua residência em um encontro com a imprensa estrangeira.

Navi Pillay declarou que seus investigadores não precisam necessariamente ir ao Sri Lanka para cumprir com sua missão, já que, segundo ela, há no exterior "uma mina de informação" sobre os crimes cometidos pelo exército e pelos rebeldes.

AFP