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Incêndio florestal próximo a Seglingsberg, Suécia, em 6 de agosto de 2014

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Bombeiros suecos combatiam um incêndio florestal, descrito como o pior já visto em 40 anos na Escandinávia e que engoliu casas, deixou um morto e centenas de pessoas sem casa.

Aviões-cisterna franceses e italianos se dirigiram ao local nesta quarta-feira para ajudar no combate às chamas na região central do país.

Duas aeronaves francesas Canadair CL-415s, que deixaram a base perto de Marselha, no sul da França, se uniram a dois aviões similares italianos para lançar água sobre as chamas, que ardem desde 31 de julho perto de Sala (170 km a noroeste de Estocolmo), noticiou a imprensa local.

A Suécia não tem aviões-cisterna próprios e tem utilizado helicópteros para auxiliar os bombeiros no combate ao incêndio, que já consumiu 100 quilômetros quadrados de florestas deixadas secas e incomumente quente e seca no verão.

O fogo fez sua primeira vítima nesta terça-feira: um homem de cerca de 30 anos, cujo corpo carbonizado foi encontrado em uma pequena estrada perto de Sala.

Um motorista de caminhão transportando uma carga de madeira deu entrada na unidade de cuidados intensivos com queimaduras severas quando seu veículo foi cercado pelas chamas.

Mais de mil pessoas foram evacuadas da região mais duramente afetada pelas chamas, nos arredores de Sala, na noite de segunda-feira, acrescentou a imprensa local, e milhares mais foram colocados em alerta na terça-feira para se prepararem para deixar suas casas a qualquer momento.

"Fiquei cercado de fumaça quando ouvi que a floresta estava em chamas. Jogaram água logo acima de onde nós moramos", contou Tommy Persson, um dos evacuados, à agência de notícias sueca TT.

A ministra sueca para a Europa, Birgitta Ohlsson, agradeceu à França e Itália por demonstrarem "a solidariedade europeia em ação".

O clima quente, seco e com fortes ventos, assim como dificuldades em alcançar áreas remotas da floresta, tornaram particularmente difícil controlar as chamas, segundo Lars Gunnar Strandberg, da agência de serviços nacionais de emergência MSB.

AFP