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Cinco estrangeiros - três americanos, um espanhol e um francês - foram sequestrados por supostos dissidentes da guerrilha das Farc nas selvas do sudeste da Colômbia, confirmou neste domingo a embaixada dos Estados Unidos

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Cinco estrangeiros - três americanos, um espanhol e um francês - foram sequestrados por supostos dissidentes da guerrilha das Farc nas selvas do sudeste da Colômbia, confirmou neste domingo a embaixada dos Estados Unidos.

"A embaixada dos EUA em Bogotá compartilha o alívio de saber que cinco viajantes, incluindo três cidadãos americanos, retornaram sem intercorrências", disse a sede diplomática em um breve comunicado ao confirmar a libertação dos estrangeiros presos no rio Apaporis, no departamento de Vaupés.

No texto, o governo americano agradeceu ao governo e a força pública da Colômbia por fornecer "apoio total e trabalhar de perto com os oficiais americanos para assegurar seu retorno seguro".

O grupo Anti-extorsão e Sequestro da Polícia indicou que os estrangeiros "estavam praticando esportes radicais na cachoeira de Jirijirimo, afluente do rio Apaporis", quando foi reportado seu desaparecimento.

Após saber do fato, a polícia, em coordenação com o exército, realizou uma operação que permitiu encontrar no sábado os estrangeiros, que já se encontravam "na comunicada indígena Buenos Aires, localizada na zona rural do município de Pacoa", afirmou a fonte.

As autoridades mantêm uma investigação para estabelecer os detalhes do desaparecimento temporário das cinco pessoas e não confirmam a identidade dos supostos sequestradores.

A embaixada francesa em Bogotá qualificou o fato como um "caso resolvido", mas sem dar mais detalhes.

O cidadão francês Jules Domine, um dos sequestrados, indicou à emissora RCN que um grupo armado que se apresentou como dissidente das Farc os prendeu para investigá-los.

"Quando nos deparamos com pessoas armadas nos deixaram passar os primeiros dois dias livremente e depois nos convidaram a passar três dias em seu acampamento enquanto verificavam nossa identidade", disse Domine.

"É um grupo muito pequeno, muito remoto e que não tem um poder de ação forte", acrescentou o esportista, reconhecido praticante de caiaque.

"Ao final, quando nos deram a permissão de continuar andando para onde queríamos, a única condição foi deixar nosso GPS e equipamentos eletrônicos porque poderia colocá-los em perigo de prisão", concluiu.

Em cálculos entregues à AFP, Kyle Johnson, analista do International Crisis Group, estima que existam 400 dissidentes das Farc.

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AFP