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Sobrevivente e parentes das vítimas do atentado contra a ebaixada de Israel na Argentina durante a cerimônia do 23º aniversário do ataque, na praça da embaixada, em Buenos Aires, no dia 17 de março de 2015

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A Corte Suprema da Argentina pediu nesta quarta-feira a abertura dos arquivos secretos sobre o atentado à embaixada de Israel em Buenos Aires, um fato que continua impune 23 anos depois de ter deixado 29 mortos e 200 feridos.

Os juízes do tribunal argentino solicitaram à presidente Cristina Kirchner "a desclassificação dos arquivos de inteligência com informação reservada relacionada com o fato investigado", indicou o documento sobre o atentado à embaixada israelense, divulgado pelo Centro de Informação Judicial (CIJ).

No dia 17 de março sobreviventes e familiares das vítimas deste atentado de 1992 se reuniram com Kirchner e pediram a abertura desses arquivos.

Em sua conta do Facebook, a presidente argentina foi questionada por um familiar das vítimas e afirmou que o "governo vai atuar do mesma modo como sempre fez".

Ela disse ainda que, assim que o governo receber a solicitação da Suprema Corte, abrirá os arquivos, porque, esclareceu Kirchner, esse tribunal "é responsável por levar adiante com competência originária e exclusiva o caso da Embaixada".

A investigação do ataque à sede diplomática está nas mãos da Suprema Corte de Justiça que em 1999 o atribuiu ao grupo do movimento xiita libanês Hezbollah. Sem que ninguém tenha sido processados, detidos nem julgados, o caso segue aberto.

Dois anos depois desse ataque, em 1994 o centro AMIA sofreu um novo atentado em Buenos Aires que deixou 85 mortos e 300 feridos.

AFP