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O premier do Paquistão, Nawaz Sharif

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A Corte Suprema do Paquistão desabilitou o primeiro-ministro, Nawaz Sharif, nesta sexta-feira (28), por um caso de corrupção revelado no ano passado pelos chamados "Panama Papers" - decisão que o obrigará a renunciar ao cargo.

"Fica inabilitado como membro do Parlamento, motivo pelo qual deixa de ter o cargo de premiê", anunciou o juiz Ejaz Afzal Khan.

O Supremo pediu ao Bureau nacional anticorrupção que abra uma nova investigação sobre as acusações contra Sharif derivadas do escândalo dos "Panama Papers" e que vinculavam a família do primeiro-ministro a empresas em paraísos fiscais.

Sharif não completou nenhum de seus três mandatos como chefe de governo. Em 1993, teve de renunciar, também por acusações de corrupção. Iniciado em 1997, seu segundo mandato se viu interrompido em 1999, após um golpe de Estado militar. Sharif ficou vários anos exilado na Arábia Saudita.

Nenhum premiê paquistanês chegou a completar um mandato de cinco anos. A maioria teve sua gestão interrompida pelo poder militar, ou pela Corte Suprema. Outros foram expulsos por seu próprio partido, forçados a renunciar, ou assassinados.

Esta é a segunda vez na história do Paquistão que um primeiro-ministro é destituído por intervenção do Supremo estando no cargo.

A primeira vez remonta a 2012, quando o tribunal condenou o então premiê, Raza Gilani, por obstrução da Justiça ao se negar a reabrir uma investigação por corrupção contra o presidente na época, Asif Zardari.

AFP