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Supremo venezuelano no exílio condena Maduro por caso Odebrecht

A procuradora-geral destituída da Venezuela, Luisa Ortega, participa de sessão do Supremo no exílio. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. agosto 2018 - 01:23
(AFP)

O Supremo Tribunal venezuelano no exílio, nomeado pelo Parlamento, controlado pela oposição, condenou nesta quarta-feira o presidente Nicolás Maduro a 18 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso Odebrecht.

O tribunal encontrou "comprovada comissão dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro", e decretou que o presidente cumpra a pena no centro de detenção de Ramo Verde, no estado venezuelano de Miranda, informou o juiz Rafael Rommel-Gil em Bogotá.

O Supremo paralelo também decretou uma multa de 25 milhões de dólares por corrupção e de 35 milhões por lavagem de dinheiro, além da perda dos direitos políticos de Maduro pelo tempo da pena.

Os juízes emitiram ainda uma ordem internacional de captura contra Maduro.

O Supremo no exílio realizou o julgamento no Congresso colombiano, após a denúncia apresentada pela procuradora-geral destituída Luisa Ortega, que fugiu da Venezuela em agosto de 2017, depois de ser removida do cargo pela Assembleia Nacional Constituinte, controlada pelo 'chavismo'.

"A Odebrecht foi beneficiada por inúmeros contratos de obras de infraestrutura na Venezuela" que "foram pagas e não se concluíram", disse Ortega.

Em Caracas, o presidente da Constituinte, Diosdado Cabello, ironizou a decisão: "Estão na Colômbia dizendo que podem condenar o presidente da Venezuela, mas Nicolás permanece como presidente? Deus meu!".

Em maio passado, juízes exilados em Miami "suspenderam" Maduro da presidência pelo mesmo caso.

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