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Suspeito de ataque a consulado de Benghazi em 2012 chega aos EUA

(Nov/2012) Consulado americano em Benghazi afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. junho 2014 - 16:03
(AFP)

Ahmed Abu Khattala, suposto responsável pelo ataque de 2012 contra o consulado americano em Benghazi, na Líbia, chegou neste sábado aos Estados Unidos, informou uma fonte do Departamento de Justiça.

"Ahmed Abu Khattala foi entregue às forças de ordem", declarou à AFP o porta-voz do DoJ, William Miller.

Quatro americanos, incluindo o embaixador Christopher Stevens, morreram em 11 de setembro de 2012, quando homens armados atacaram e incendiaram o consulado em Benghazi.

Comandos americanos capturaram Khattala durante uma operação armada disfarçada em solo líbio.

As forças especiais, trabalhando em conjunto com agentes do FBI, fizeram a operação para capturar Khattala, a quem os Estados Unidos acusam de ser o líder do ataque, sem sofrer baixas.

A Líbia acusa Washington de ter violado sua soberania.

A operação foi uma vitória para o presidente Barack Obama, que foi alvo de pesadas críticas pelo modo como lidou com o ataque ao consulado em Benghazi.

Segundo o jornal New York Times, ele foi transferido neste sábado a Washington em um helicóptero e, depois, de navio.

O suspeito está submetido a rígidas medidas de segurança em um tribunal federal da capital americana, acrescentou o jornal.

Khattala é acusado de assassinato, porte de armas e de oferecer suporte material ao "terrorismo", de acordo com as acusações apresentadas pelo Ministério Público. A primeira acusação poderá levar Khattala à pena de morte.

As acusações se baseiam nos depoimentos de funcionários líbios e nas testemunhas que afirmaram que Kattala é suspeito participar do ataque de 2012.

O ataque levantou dúvidas sobre a segurança das missões diplomáticas norte-americanas no mundo e foi objeto de duro debate político.

Hillary Clinton, que era secretária de Estado no momento do ataque, enfrentou duros questionamentos em audiências no Congresso.

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