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Manifestantes seguram cartazes durante protesto contra a líder birmanesa Aung San Suu Kyi, em Londres, em 8 de maio de 2017

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A líder birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi recebeu nesta segunda-feira um prêmio em Londres em meio a protestos pelo tratamento dado à minoria muçulmana rohingya em seu país.

Suu Kyi recebeu o Prêmio Honorário da Liberdade, concedido pela City de Londres, o bairro que abriga o setor financeiro, em reconhecimento a sua "luta não violenta pela democracia durante muitos anos".

Na porta do Guildhall, o edifício medieval no qual recebeu o prêmio, 40 pessoas protestaram pedindo liberdade "a todos os presos políticos de Mianmar" e que o exército "deixe de queimar as aldeias rohingyas".

Suu Kyi negou recentemente as acusações de limpeza étnica da minoria muçulmana rohingya em Mianmar em uma entrevista à BBC, depois que a ONU iniciou uma investigação sobre as acusações contra o exército neste país do sudeste asiático.

"Não creio que haja limpeza étnica. Acredito que o termo 'limpeza étnica' é muito forte para explicar o que acontece", disse a ex-dissidente, que sofreu anos de detenção por sua oposição à junta militar.

Os rohingyas, minoria considerada apátrida, são tratados como estrangeiros em Mianmar, país onde 90% da população é budista, embora alguns estejam vivendo no país há décadas.

A líder birmanesa foi recebida na sexta-feira pela rainha Elizabeth II e pelo príncipe Charles, o herdeiro ao trono, e sua visita a Londres é uma etapa de uma viagem pela Europa que a levou anteriormente a Bélgica, Itália e Vaticano.

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