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Policiais tailandeses durante um evento de combate ao tráfico de drogas em Bangcoc, em 26 de junho de 2014.

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A polícia tailandesa abriu nesta quinta-feira uma investigação depois de encontrar nove bebês e nove mulheres em um apartamento em Bangcoc para determinar se elas são mães de aluguel que deram à luz estas crianças.

Os serviços sociais tailandeses e a polícia, alertados pelos vizinhos, entraram na terça-feira em um imóvel no leste da capital, onde encontraram nove bebês, suas nove cuidadoras e uma mulher grávida, que confessou ser uma mãe de aluguel, segundo a polícia.

"Temos que provar cientificamente através de exames de DNA quem são os pais e como nasceram, de maneira natural ou através de uma barriga de aluguel", declarou nesta quinta-feira o subchefe da polícia nacional, o general Aek Angsananont.

Os resultados podem ser divulgados em várias semanas.

Se as crianças nasceram de barrigas de aluguel, será preciso determinar se cumpriram com a legislação em vigor, acrescentou o policial, explicando que até o momento não há nenhuma acusação.

Os menores teriam entre duas semanas de vida e dois anos, segundo o centro de acolhida onde se encontram agora.

As autoridades reforçaram a vigilância após um caso que provocou uma onda de indignação internacional, quando uma mãe de aluguel tailandesa denunciou que um casal australiano para quem gestava gêmeos decidiu abandonar um deles porque sofria de síndrome de Down.

Segundo os australianos, os médicos garantiram que o bebê, nascido em dezembro, sofria de uma anomalia cardíaca e só viveria um dia.

Muitos casais estrangeiros viajam à Tailândia para utilizar os serviços das clínicas de fertilização in vitro e das barrigas de aluguel, embora as autoridades insistam que a gestação com uma barriga de aluguel em troca de dinheiro é ilegal.

AFP