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Trabalhadores aplicam solução antisséptica no aeroporto internacional de Seul, no dia 17 de junho de 2015

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A epidemia de coronavírus MERS chegou nesta quinta-feira a outro país asiático, com um caso detectado na Tailândia, onde as autoridades pediram para que a população "não entre em pânico".

"Os exames demonstram que se trata do coronavírus MERS", as siglas em inglês de Síndrome Respiratória do Oriente Médio, que já deixou mais de 20 mortos na Coreia do Sul, disse o ministro da Saúde Rajata Rajatanavin em uma coletiva de imprensa.

A China também detectou um caso, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Oriundo de Omã, o homem de 75 anos chegou à Tailândia em 15 de junho para um tratamento cardíaco num hospital de Bangcoc, cidade destino de muitos pacientes do Oriente Médio.

Os três membros da família do homem que o acompanham também estão em observação no hospital Bamrasnaradura, na capital tailandesa, especializado em doenças infecciosas.

"Quando o homem chegou ao hospital particular, tossia e tinha dificuldade para respirar", informou o ministério.

"O ministério da Saúde seguiu os protocolos de controle da doença para evitar a epidemia", garantiu Sunsern Kaewkamnerd, porta-voz do governo, pedindo aos cidadãos que "evitem o pânico".

As autoridades tailandesas tentam localizar agora os passageiros que estavam no voo WY0815 da Oman Air, em que o homem chegou ao país.

Até agora a epidemia de coronavírus MERS deixou 23 mortos na Coreia do Sul e em 6 de junho um homem morreu na Alemanha, primeiro caso mortal na Europa por esta doença.

O MERS é um vírus menos contagioso do que o da síndrome respiratória aguda grave (SARS), que em 2003 deixou cerca de 800 mortos em todo o mundo.

O coronavírus MERS, contra o qual não há tratamento ou vacina, tem uma taxa de mortalidade de 35%, segundo a OMS.

Na Arábia Saudita, mais de 950 pessoas contraíram o vírus desde 2012 e 412 delas morreram. A epidemia na Coreia do Sul já é a mais extensa depois da Arábia Saudita.

- Esforço 'exemplar' de Seul -

A diretora da OMS, Margaret Chan, parabenizou nesta quinta-feira o esforço "exemplar" das autoridades sul-coreanas após uma primeira reação lenta na hora de enfrentar a epidemia.

A OMS, que acaba de enviar uma equipe para a Coreia do Sul, mencionou a "falta de conhecimento" dos profissionais de saúde e do público em geral sobre o coronavírus MERS e "deficiências na prevenção de infecções e medidas de controle nos hospitais".

Mas posteriormente Seul colocou em prática de maneira "rápida e adequada" medidas adequadas, o que permitiu reduzir o número de novos casos diagnosticados, garantiu Chan.

Portanto, "a epidemia de MERS será controlada (... ) mesmo que demore um pouco mais do que desejável", disse Chan.

No total, 165 pessoas foram infectadas pelo vírus na Coreia desde o primeiro diagnóstico, em 20 de maio, de um paciente que voltava do Golfo. De 165 casos, 24 pacientes se recuperaram, mas 17 ainda estão em um estado qualificado como instável.

AFP