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O presidente Michel Temer, em Brasília, em 4 de outubro de 2017

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O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (16) ser vítima de uma conspiração para destituí-lo, montada pelo ex-procurador da República Rodrigo Janot, os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, além de advogados, promotores e o doleiro Lúcio Funaro.

Temer escreveu uma carta aos legisladores às vésperas da votação na Câmara dos Deputados para decidir se a acusação, feita pela Procuradoria Geral da República (PGR), de que o presidente chefiava uma associação ilegal que cometeu uma miríade de crimes contra o Estado deve avançar para o Supremo Tribunal Federal (STF) ou ser bloqueada.

"Jamais poderia acreditar que houvesse uma conspiração para me derrubar da Presidência da República. Mas os fatos me convenceram. E são incontestáveis", escreve Temer no texto.

O presidente também foi denunciado por tentar obstruir a Justiça, uma acusação fundamentada nas delações premiadas dos irmãos Wesley e Joesley Batista, e por Lúcio Funaro, que aparece 274 vezes na acusação como um articulador de acordos ilegais para o PMDB, o partido de Temer.

Os três estão presos.

"Afirmações falsas, denúncias ineptas alicerçadas em fatos construídos artificialmente e, portanto, não verdadeiros, sustentaram as mentiras, falsidades e inverdades que foram divulgadas. As urdiduras conspiratórias estão sendo expostas. A armação está sendo desmontada", enumerou Temer em sua carta, a qual chamou de "um desabafo".

Temer, de 77 anos, foi acusado em junho pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de crime de corrupção passiva, transformando-o no primeiro presidente brasileiro em exercício acusado de um crime comum.

A Câmara, onde o governo tem ampla maioria, bloqueou este processo em agosto.

Mas antes de encerrar seu mandato em setembro, Janot voltou a denunciá-lo por supostamente liderar uma associação ilícita juntamente com líderes de seu partido para espoliar o Estado e receber 587 milhões de reais em propinas.

O caso será votado esta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e provavelmente na próxima semana em plenário. Se dois terços dos 513 deputados (342) apoiarem sua continuidade, a Suprema Corte poderá avaliá-lo e decidir se o arquiva ou leva a julgamento, o que afastaria Temer da Presidência por até seis meses.

Mas com a proximidade das eleições gerais de outubro de 2018, até a oposição duvida em conseguir anotar uma vitória que ponha Temer à beira do abismo.

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AFP