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(Arquivo) O presidente Michel Temer

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"A verdade venceu", disse nesta quinta-feira o presidente Michel Temer em um vídeo publicado nas redes sociais depois que a Câmara dos Deputados bloqueou uma segunda denúncia por corrupção.

"O Brasil é sempre maior do que qualquer desafio. E ficou ainda mais forte depois de ter suas instituições testadas de forma dramática nos últimos meses. No fim, a verdade venceu", afirmou.

Os deputados colocaram um ponto final na noite de quarta a cinco meses de agitação política pelas graves acusações feitas contra ele pela Procuradoria-Geral da República de liderar uma organização criminosa para desviar fundos públicos, obstrução da Justiça e corrupção passiva.

Durante a tarde deste dia intenso, Temer, de 77 anos, teve que ser hospitalizado por um problema urológico.

Em sua mensagem, o presidente apareceu em boa forma e assinalou que a economia será a sua prioridade. Além disso, deixou a porta aberta a negociações para aprovar o seu principal desafio: uma polêmica reforma da previdência que exige uma emenda constitucional.

"A economia voltou a crescer depois da maior recessão da nossa história. Essa é a maior obra do meu governo. (...) Faremos ainda mais, com a ajuda do Congresso", assinalou antes de agradecer aos deputados por seu voto.

A melhora econômica do país é o novo mantra do Palácio do Planalto, que quer consolidar a continuidade de seu projeto liberal visando as eleições presidenciais de 2018.

"O governo Temer sobreviveu. A menos que algum fato de extrema gravidade apareça, ele conseguiu garantir suas condições de ir até o final do mandato", disse à AFP o analista político independente Paulo Moura.

A Câmara protegeu o presidente e freou as investigações por 251 votos a favor e 233 contra, uma vitória com boa margem, já que para autorizar o Supremo Tribunal Federal a examinar a denúncia eram necessários 342 das 513 cadeiras. Para bloqueá-la bastavam 172 votos.

A míngua no apoio de seus aliados abre questionamentos sobre se poderá impulsionar as reformas solicitadas pelo mercado.

"Emenda constitucional com 308 votos para reforma da previdência? Esquece, não vai acontecer", avaliou à AFP o deputado do PSB Júlio Delgado após a votação.

O deputado Darcísio Perondi, do PMDB, afirmou que essa reforma será votada em novembro graças a um acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

"É verdade que não consegue capitalizar a melhora da economia pelos escândalos de corrupção. A razão de ser deste governo, o próprio Temer falou isso, é colocar Brasil no caminho correto (...) Creio que ainda tem alguma condição de aprovar em parte a reforma da previdência", assinalou Moura.

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AFP