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O presidente brasileiro, Michel Temer, no Rio de Janeiro, em 4 de abril de 2017

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O presidente Michel Temer pediu nesta quinta-feira à Venezuela que acabe com as prisões de políticos, ao receber em Brasília Lilian Tintori e Antonieta López, mulher e mãe do líder opositor Leopoldo López, que cumpre uma pena de quase 14 anos.

O porta-voz da presidência, Alexandre Parola, informou que Temer "ressaltou a firme posição do Brasil em apoio à democracia e aos direitos humanos na Venezuela", e insistiu na necessidade de que sejam libertados os "presos políticos", entre os quais Leopoldo López.

Temer também "reforçou que é fundamental" que se garantam "as liberdades individuais, se respeite a independência dos poderes" e que "se defina e cumpra um calendário eleitoral" na Venezuela.

O presidente destacou ainda que mantém contatos "regulares" com outros governos sobre a situação na Venezuela e afirmou a Tintori que conversou nesta quinta-feira com o presidente argentino, Mauricio Macri.

Após o encontro, Tintori destacou que foi "a primeira vez em 18 anos", desde que o chavismo chegou ao poder, que um presidente brasileiro recebeu representantes da oposição venezuelana, e atribuiu o fato ao caráter "democrático" de Temer.

"Ele nos expressou sua preocupação e sua solidariedade", declarou Tintori, que salientou que na América Latina está se consolidando "uma maioria de governos que concorda que as coisas na Venezuela têm que mudar e que isso tem que ser rápido".

Tintori voltou a chamar o governo de Nicolás Maduro de "ditadura", e declarou que quem o apoia é "cúmplice de um assassino", destacando a "repressão" que sofrem os que a cada dia se manifestam nas ruas de seu país.

Esses protestos já deixaram 39 mortos e centenas de feridos, apesar de seu caráter "pacífico", disse Tintori, acrescentando que em seu país "somente um dos lados está armado e exerce a violência".

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