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O presidente Michel Temer, por meio de seus advogados, recusou-se nesta sexta-feira a responder a um interrogatório com 82 perguntas por escrito enviadas pela Polícia Federal

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O presidente Michel Temer, por meio de seus advogados, recusou-se nesta sexta-feira a responder a um interrogatório com 82 perguntas por escrito enviadas pela Polícia Federal, e pediu o arquivamento da investigação por corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF).

"O Presidente e Cidadão Michel Temer está sendo alvo de um rol de abusos e de agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da Nação", diz o documento escrito pelos advogados de Temer, remetido ao ministro Edson Fachin, relator da Operação 'Lava Jato' na Corte.

O presidente está no olho do furacão desde o mês passado, quando foi divulgada uma gravação feita por um dos donos da gigante da proteína animal JBS, Joesley Batista, em que o presidente parece dar seu aval à compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), preso em Curitiba.

O vazamento da conversa desatou um terremoto político que jogou seu governo nas cordas, ao mesmo tempo em que o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o acusa de corrupção, organização criminosa e obstrução da Justiça.

As perguntas do interrogatório tratavam precisamente da relação de Temer com os Batista sobre o ocorrido naquela noite de 7 de março, em que o presidente recebeu o empresário sem registrar a visita na agenda oficial.

Segundo os advogados do presidente, este interrogatório só pretendia acentuar a pressão sobre Temer.

Temer "foi coadjuvante de uma comédia bufa, encenada por um empresário e criminoso confesso e agora está sendo objeto de uma inquirição invasiva, arrogante, desprovida de respeito e do mínimo de civilidade", continua o documento.

O comunicado chegou minutos antes de esgotada a prorrogação do prazo, dado pelo STF, para que Temer desse sua resposta ao interrogatório, às 17h00 desta sexta-feira.

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