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O presidente brasileiro, Michel Temer, em Brasília, em 7 de junho de 2017

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O presidente Michel Temer sofreu nesta terça-feira um duro revés, quando a reforma das leis trabalhistas - fundamental para o seu plano de austeridade - foi surpreendentemente rechaçada em uma comissão do Senado.

"O que importa é o plenário. [...] Lá o governo vai ganhar", reagiu Temer em Moscou, onde faz uma viagem internacional para captar investimentos que também o levará à Noruega.

Por 10 votos a nove, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitou o relatório favorável à reforma impulsionada pelo governo que pretende flexibilizar as leis que regulam o mercado de trabalho para estimular as contratações.

O projeto de lei foi aprovado pela Câmara dos Deputados em abril e deve passar por outra comissão do Senado antes de ser submetida ao plenário dos 81 senadores.

A derrota do projeto na CAS não impede que o projeto siga em frente, mas preocupa o governo - e os mercados, que apostam em seu sucesso - já que três senadores da base votaram contra a reforma.

"Essa reforma é um Cavalo de Troia sim, bonito por fora e por dentro tem uma bomba que vai explodir com a vida do povo brasileiro", afirmou o senador Paulo Paim (PT/RS), cujo voto contra a reforma acabou sendo acompanhado pela maioria de seus colegas na comissão.

Uma das disposições do projeto mais criticada estipula que os acordos de negociação coletiva entre trabalhadores e patrões prevalecerão sobre a lei dentro dos limites constitucionais.

Seus críticos afirmam que a nova legislação irá precarizar as condições de trabalho, enquanto o governo assegura que busca "corrigir distorções" no mercado de trabalho e que não haverá retrocesso de direitos.

As reformas pró-mercado são a principal bandeira do governo Temer, que tenta se manter de pé em meio a acusações de corrupção contra o presidente e vários de seus ministros.

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AFP