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O presidente Michel Temer, em Brasília, em 26 de junho de 2017

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O presidente Michel Temer viaja nesta terça-feira à China com o objetivo de atrair investidores interessados em seu amplo plano de privatizações. Ele vai participar de uma reunião dos Brics, grupo de potências emergentes também composto por Rússia, Índia e África do Sul.

"Esperamos que a China possa se interessar por participar dessas concessões que nós vamos fazer e possa trazer capital para o Brasil. Para nós seria muito útil", disse Temer em uma entrevista à emissora estatal chinesa CCTV.

A lista de 58 ativos inclui portos, aeroportos (inclusive o rentável terminal de Congonhas, no centro de São Paulo), licitações petroleiras e gestão de loterias.

Também figuram na lista a Eletrobras, a maior empresa de energia da América Latina, e a Casa da Moeda, que imprime reais e passaportes.

"O Brasil é destino seguro para investimentos chineses e importante provedor de alimentos e insumos para a China, nosso principal parceiro comercial", garantiu nesta segunda-feira, porta-voz da Presidência, Alexandre Parola.

Temer, que viaja com uma comitiva de ministros, legisladores e ao menos 40 empresários, vai se reunir na sexta-feira (1º de setembro) com o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Keqiang. A assinatura de acordos bilaterais nas áreas de "infraestrutura, saúde, cultura e tecnologia" está prevista, informou Parola.

No sábado, Temer vai participar de um Seminário Empresarial Brasil-China, com empresários chineses que já realizaram ou têm interesse em realizar investimentos no país, que quer abrir sua economia para retomar o crescimento, após dois anos de grave recessão.

De 3 a 5 de setembro, ele vai participar da IX cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Xiamen. Ele vai aproveitar a reunião para fomentar o comércio e captar investimentos entre os demais membros do bloco, informou o governo.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2016, o intercâmbio chegou a 58,497 bilhões de dólares, com saldo positivo de US$ 11,769 bilhões para o Brasil, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O Brasil quer diversificar sua pauta de exportações, visto que o essencial de seu faturamento provém das exportações de soja (41% do total), de minério de ferro (20,50%) e de óleos brutos de petróleo (11,12%), enquanto suas importações têm forte componente de produtos manufaturados e industriais.

O governo brasileiro também busca investidores, após ter lançado neste mês o maior programa de privatizações em duas décadas.

Segundo estimativas, o país pode arrecadar desta forma 40 bilhões de reais (12,7 bilhões de dólares) antes do fim de 2018, quando deve terminar o mandato de Temer.

Os anúncios de investimentos despertam resistências e temores.

"Alguém em sã consciência vai crer que os chineses, que são os que estão se preparando para comprar o parque elétrico brasileiro, vão estar preocupados com ação social no Brasil? Não existe isso, os chineses vêm para ganhar dinheiro", opinou, na semana passada, Fernando Pereira, coordenador do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE).

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AFP