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(Arquivo) Plataforma de petróleo no Golfo do México

(afp_tickers)

Os preços do petróleo chegaram nesta segunda-feira nas transações europeias a níveis sem precedentes desde julho de 2015, impulsionados pela tensão na Arábia Saudita, depois de uma ampla operação anticorrupção no maior exportador mundial.

O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em janeiro valia 62,43 dólares no Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, em alta de 36 centavos em relação ao fechamento de sexta.

Nas transações eletrônicas da New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em janeiro ganhava 20 centavos a 55,93 dólares.

O Brent chegou na sessão de hoje a 62,90 dólares, enquanto que o WTI alcançou 56,28 dólares, recordes desde julho de 2015.

"Não há dúvida de que a Opep e seus sócios fizeram subir os preços recentemente, graças a seu acordo para reduzir a oferta e impulsionar as cotações", comentou Hussein Sayed, analista da FXTM.

"Mas os operadores petroleiros deverão integrar um novo risco político na Arábia Saudita", acrescentou.

A Arábia Saudita prendeu dezenas de príncipes, ministros e empresários em uma operação de combate à corrupção considerada "decisiva" pelas autoridades, em um momento no qual o jovem príncipe herdeiro Mohamed bin Salman continua reforçando seu poder.

O famoso bilionário Al Walid bin Talal está entre os 11 príncipes detidos no sábado à noite, informou a imprensa. A operação aconteceu pouco depois da criação de uma comissão anticorrupção presidida pelo príncipe herdeiro, de acordo com um decreto real.

Paralelamente, também no âmbito deste expurgo sem precedentes, foram destituídos Metab bin Abdallah, comandante da poderosa Guarda Nacional saudita - que durante algum tempo foi considerado como pretendente ao trono -, o comandante da Marinha, Abdallah Al Sultan, e o ministro da Economia Adel Fakih.

A Arábia Saudita é o primeiro exportador mundial de petróleo e figura de proa da Opep.

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AFP