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Testemunhas citam novos ataques de islamitas e dezenas de mortos na Nigéria

(Arquivo) Policiais na escola em Chibok onde mais de 200 estudantes foram sequestradas por islamitas do Boko Haram afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. junho 2014 - 16:00
(AFP)

Supostos membros do grupo islamita armado Boko Haram atacaram neste domingo igrejas perto de Chibok, cidade do nordeste da Nigéria onde mais de 200 estudantes foram sequestradas em meados de abril, segundo testemunhas, que citam "dezenas de mortos".

"Segundo informações, dezenas de cristãos, homens, mulheres e crianças, foram mortos", declarou um habitante de Chibok, Timothy James.

Nenhuma das fontes entrevistadas pela AFP teve condições de confirmar as informações.

De acordo com moradores, homens armados atacaram vilarejos localizados a 10 quilômetros de Chibok.

"Os agressores seguiram para as igrejas com bombas e armas", relatou James.

Uma autoridade de Chibok, Mark Enoque, confirmou a informação e disse à AFP que o ataque ainda estava em andamento.

"Enquanto falamos, somos atacados", disse.

"Não podemos dizer quantos cadáveres são", explicou Mark. "Me disseram que os criminosos queimaram pelo menos três igrejas".

Segundo ele, os militares nigerianos não responderam aos pedidos de socorro por parte da população quando os ataques começaram.

"Eles simplesmente desapareceram e se esconderam no mato", afirmou.

O nordeste da Nigéria, especificamente o estado de Borno onde os ataques ocorreram, é o epicentro da insurgência do Boko Haram, iniciada há cinco anos.

Como parte de uma operação militar contra os islamitas, o governo declarou estado de emergência na região. Mas desde então os ataques apenas se intensificaram, levantando dúvidas sobre a capacidade do poder político e militar de derrotar a insurgência.

Após o sequestro pelo Boko Haram de 276 estudantes em 14 de abril em Chibok, pais e autoridades locais acusam o exército de não fazer nada para tentar libertar as reféns.

Cinquenta e sete meninas conseguiram escapar nos dias seguintes à captura, mas 219 continuam nas mãos dos islamitas.

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